segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Já estão em flor



"Nem sempre as folhas são
quem primeiro vê a luz.
Olhem esta magnólia,
que se cobriu de flores,
antes de se terem coberto
de folhas, os ramos nus."

Poema de Jorge Sousa Braga, do livro "Herbário", ilustrado por Cristina Valadas e editado pela Assírio e Alvim. Mais uma dupla que casa muito bem.

Só é pena a fotografia não fazer justiça à beleza da árvore em questão. Foi tirada a correr, num dia cinzento, tentando escapar aos fios eléctricos, telefónicos e telecábicos que cruzavam o céu ali à volta. Mesmo assim, com tanta coisa feia em seu redor, a magnólia não se intimidou. Alegrem-se amigos, a Primavera não tarda!

Terrorismo nos livros da Anita

Tudo começou em França, com um internauta terrorista mas cheio de sentido de humor chamado Tremechan ("très mechant", ou seja mauzinho, como já se vai ver...), que viu nas capas dos livros da "Anita", um verdadeiro filão para se divertir e fazer rir os outros.

A fórmula foi simples: bastou um olhar mais cínico sobre as capas da colecção e uma rápida operação de photoshop para alterar o título e, assim, alterar também a personalidade e o tipo de aventuras vividas por Martine e pelos seus amigos.
A brincadeira acabou por provocar um pequeno terramoto em França, onde a simpática Martine tem uma verdadeira legião de fãs: muitos franceses ficaram ofendidos por se fazer " terrorismo cultural" com um verdadeiro ícone da literatura infantil. A bela, doce e tão pura Martine, modelo de tantas gerações desde os anos 50, transformava-se numa menina de comportamentos pouco recomendáveis...
Mas houve também quem achasse graça. Em pouco tempo foi criado um site onde se podia dar azo à imaginação e criar uma nova capa ao gosto de cada um. Pouco tempo depois, este "cover generator" foi educadamente mandado fechar pelas Edições Casterman (editores da Martine, claro) que, muito compreensivelmente, não acharam graça à brincadeira.

Mas tentem lá não rir depois de ver estas capas...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sexta

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Guardas: vale a pena olhar para elas

Como sentinelas do livro, as guardas guardam, vigiam, protegem e defendem. Não me admirava que ganhassem dentes, garras e picos e se armassem de espadas, prontas a entrar em acção...

Para quem não conhece a palavra dentro do contexto em questão: as guardas são as folhas que resguardam o princípio e o fim de um livro. Podem ser feitas do mesmo papel do miolo, mas também é comum vê-las num papel mais forte que serve ainda melhor a sua função.

As guardas têm três missões importantes: rematam a capa, escondendo as colagens que resultam das dobras do papel da capa sobre o cartão; unem o conjunto de folhas do miolo à capa; e servem ainda para proteger este mesmo miolo e tudo o que de mais surpreendente ele pode conter.

As guardas podem ser lisas ou impressas. Podem ter padrões que se repetem, detalhes das imagens do interior ou ilustrações feitas à sua medida. Podem conter fichas técnicas, dedicatórias, agradecimentos. Podem servir para aproveitar o livro até à última gota ou apenas para o deixar respirar: no início, para ganhar fôlego; no fim, para recuperar da corrida das páginas.

Quando tal acontece, quando as guardas têm direito a vida própria, podem ultrapassar as suas funções de ordem mais prática ou funcional, e tornar-se importantes espaços de comunicação.
Por se colocarem "à entrada" e "à saída" do livro, servem de antecâmara para o que se vai passar, e de remate, no final. Mas, muitas vezes, acabam por funcionar como um suporte paralelo, quase à parte, um espaço livre e aberto à imaginação de ilustradores e designers.

Por serem elementos tão singulares, as guardas merecem um olhar atento. Porque não um prémio que distinga as melhores guardas de livros (à semelhança dos prémios que existem para capas)? E uma exposição de guardas também não seria má ideia...

Estas e outras guardas, aqui.

Referências das imagens: 1. "The Junior Instructor, Book 1" por Adam McCauley (edição original de 1923); 2. "Child Craft Readers" por Carl Wiens; 3. "The Yellow Phantom" por Margaret Sutton (1933).

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Café com Letras e um Gato

Soube pelo Adrian&Pandora (o blog sobre jovens e bibliotecas) que Ricardo Araújo Pereira esteve esta quarta-feira na Biblioteca Municipal de Oeiras a falar da sua vida e dos livros que o marcaram. O auditório esteve apinhado de gente (a maioria adolescentes e jovens) para o ouvir.
RAP falou da infância e do seu percurso profissional, dos autores que o influenciaram e, no final, até recomendou algumas leituras aos jovens presentes. A saber:
- A Relíquia, de Eça de Queiroz
- A Queda de um Anjo, de Camilo Castelo Branco
- Três homens num Bote, de J. K. Jerome
- Contos do Gin Tonic e Novos Contos do Gin Tonic, de Mário-Henrique Leiria
- Planeta do Futebol, de Luis de Freitas Lobo
- Toda a obra de Miguel Esteves Cardoso
- E Boca do Inferno (do próprio, claro)

RAP veio a Oeiras a convite do projecto "Café com Letras", uma iniciativa das Bibliotecas Municipais de Oeiras que todos os meses traz à vila um autor contemporâneo para uma conversa informal à volta dos livros.
Porque somos Oeirenses (alguns de nós, credo! Se o Bernardo me ouve...), estaremos atentos a próximos encontros.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Dias maiores



É mesmo verdade, já se nota.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"A gente corremos pelas ruas da vila"

José Luís Peixoto ganhou hoje o Prémio Daniel Faria 2008, criado pela Câmara Municipal de Penafiel e pela Quasi Edições.
O conjunto dos poemas agora premiado será editado em Março pela Quasi, sob o nome "Gaveta de papéis".
Enquanto o livro chega e não chega...

"A gente corremos pelas ruas da vila"
(de JLP, publicado no livro "Cal", da Bertrand)

O céu das hortas é maior do que
o mundo:
a vila apresenta ruas calcetadas para
homens de sapato fininho, mulheres
sozinhas e cachopos: eh, cachopo
de má raça.

Vamos aos figos e passamos
a vida:
a vila, às vezes, é desenhada
por esta aragem que é o lápis
de um carpinteiro. Quem é que é
o teu pai? perguntam os velhos
sentados num banco do jardim.

A gente corremos pelas ruas da vila.

Eu já vi as laranjeiras e as janelas
abertas no verão. Pranta-te quedo,
dizem as velhas de olhos pretos.

Vamos fazer um mandado, vamos dizer
o tempo:
porque a gente corremos pelas ruas da vila
e sabemos quem é a Ti Rosa do Queimado
e ainda não temos a cegueira de ser grandes.

(É pena não termos o texto em audio, com um diseur daqueles fenomenais).

Elogio das Pequenas Livrarias

Ilustração: Madalena Matoso


Gostamos das FNAC's. Gostamos das Bertrand's. Não temos absolutamente nada contra as Bulhosas, nem as Byblos que aí vêm. São cadeias grandes, normalmente organizadas, eficientes, com milhares de artigos à disposição. Tornaram os livros mais acessíveis em algumas cidades, onde o máximo que existia era uma papelaria que, para além de jornais, revistas, dossiers, cadernos e cadernetas (e serpentinas e máscaras para o Carnaval...), tinha duas ou três prateleiras com meia dúzia de livros que não fossem os "escolares". Em muitas cidades ainda assim é.
Em muitas cidades, também é verdade, estas redes livreiras abriram os seus espaços em grandes centros comerciais e talvez tenham contribuído para desertificar ruas de comércio local... onde até existia uma livraria simpática. É possível (e não gostamos dessa parte!).
Porque a verdade é que gostamos muito das pequenas livrarias. Não das pequenas livrarias, mal amadas e pouco esforçadas onde não se encontra mesmo nada... mas das outras. Das pequenas e cuidadas, acolhedoras e cheias de ânimo, onde somos recebidos por gente que domina as prateleiras como as ruas da sua própria cidade.
Nestas casas (à boa moda antiga) não se vendem milhares de CD's, DVD's e outro material electrónico, não tropeçamos em pilhas de livros que disputam cada centímetro de espaço e, sobretudo, temos a certeza de não encontrar um filme do "Noddy" (ou de outro qualquer herói) a passar, em alto volume, por cima das nossas cabeças...

Temos conhecido algumas destas livrarias especiais, e é por isso que gostamos que façam parte dos nossos links. Já lá temos a "Pó dos Livros", a "Mãos à Arte", a "A Que Sabe a Lua" ou a "Arquivo".
Hoje acrescentamos à lista a "Trama", que ainda lá faltava.
Continuaremos a procurá-las.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A Bibliotecária de Bassorá


Alia Muhammad Baker é a bibliotecária de Bassorá, no Iraque. A Biblioteca de Alia é um lugar onde muitas pessoas se encontram para ler e falar de livros. Quando a guerra chega ao Iraque, Alia pede ao governador da cidade para guardar os livros num local seguro mas ele diz que não. Alia desobedece e começa a levar, em segredo, à noite, os livros da biblioteca para casa, até que Bassorá acaba por ser bombardeada e a biblioteca destruida. Alia, com a ajuda de amigos (e com a casa cheia até ao tecto), já tinha conseguido salvar quase todos os 30 mil livros da biblioteca.
Esta é uma história verdadeira, que foi contada por uma jornalista do New York Times (Shaila K. Dewan) e transformada em livro por Jeanette Winter.
Eu ouvi-a no Palavras Andarilhas de Beja, contada pelos Piratas da Alexandria e fiquei fascinada.

A galope!

Ilustração: Bernardo Carvalho

Este blog já andava mesmo a pedir uma ilustração!
Esta é do Bernardo e foi criada para a Agenda Cultural da Câmara Municipal de Cascais.
Para quem ainda tem dúvidas de que os livros nos podem levar estrada fora...

domingo, 27 de janeiro de 2008

Está quase seca...


Tenho-me esquecido de anunciar que a nossa Yara, gomo fundamental deste Planeta, e também contribuidora deste blog, inaugurou há dias o fantástico estendal que aqui vêem. Nos seus posts (presos com molas, claro, não vá o vento...) podemos ver alguns dos trabalhos que vai desenvolvendo como ilustradora, designer, tricotadeira e costureira... Moça prendada, portanto.

Números...

"Estudo apresentado ontem mostra que em 2005 houve um aumento significativo dos livros exportados para os PALOP. O mercado do livro escolar e da literatura em Portugal está a crescer, e as exportações de livros para os países africanos de expressão portuguesa aumentaram de forma significativa em 2005. Estes são dois dos dados mais significativos de um estudo sobre o mundo editorial e livreiro, encomendado pelo Ministério da Cultura e apresentado ontem em Lisboa." (Alexandra Prado Coelho, no Público de sábado).

Mais informações, no Diário Digital, aqui .

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Leitores há muitos...

No blog da Pó dos Livros, saiu hoje este texto muito divertido sobre os vários tipos de leitores que podem aparecer numa livraria... Com qual se identificam?

Um grande dia?

Hoje é, supostamente, um grande dia para o mundo dos livros e da edição em Portugal.
Uma das queixas que se ouve por todo o lado, dos editores aos livreiros, é a inexistência de números fiáveis sobre este sector, o chamado sector livreiro...
Não se sabe exactamente quantos livros se publicam em Portugal, que livros são esses, quem os compra e, sobretudo, e esta é a parte que mais interesse (e polémica) irá despertar: quanto dinheiro representa este mercado.
Esta manhã, na Biblioteca Nacional, estão a ser apresentados os resultados preliminares do ‘Inquérito ao Sector do Livro’ em Portugal, uma encomenda do Ministério da Cultura ao Observatório das Actividades Culturais.
José Neves, coordenador da equipa de investigação, irá fazer o balanço da informação levantada. Estamos curiosos...

Bookstart: copiem esta ideia!

Não são só os outros, "lá fora", que fazem coisas boas.
Mas este programa do Reino Unido é, de facto, uma boa ideia para despertar o gosto pelos livros (e não era nada mau que fosse copiado em todas as suas vertentes e trazido para Portugal o quanto antes).
Chama-se Bookstart e oferece a cada criança um kit de leitura, com livros escolhidos de acordo com a sua idade. Atenção que não são livros fraquinhos, nem restos de editoras. São livros novos, de qualidade, escolhidos a dedo e oferecidos em várias fases: primeiro por volta dos 7-9 meses, depois aos 18 meses e aos 3 anos.

O primeiro kit contém dois livros em cartão (como se quer nestas idades), um livro de rimas, um guia para os pais, informação sobre a rede de bibliotecas e ainda uma lista com sugestões de livros adequados a esta idade.
O segundo kit, para além de livros e muita informação para os pais (como "o que fazer com um livro para além de o ler?" ), traz lápis de cor, autocolantes, um friso para decorar o quarto.
O terceiro kit vem dentro de uma arca do tesouro (com um compartimento secreto...) e traz o mesmo género de surpresas do anterior.

Os kits podem ser pedidos nos centros de saúde ou nas bibliotecas e são gratuitos.

Apesar de as crianças também terem direito a não lhes apetecer ler e, sobretudo, a não ser massacradas (já se conhecem casos em que tanta insistência e entusiasmo por parte dos adultos em redor resultaram num certo enfado pelas letras...), é também certo que há ainda muitas famílias em que o problema é o contrário...
Por isso, copie-se esta iniciativa: de certeza que ninguém vai recusar um tesouro destes. E, pode ser que, uma vez em casa, o "saquinho" desperte curiosidade.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Que bicho é este?


Entre muitas outras actividades, o Sérgio a Andreia correm as escolas e bibliotecas a promover a leitura junto dos mais novos. Nunca os vi em acção, mas imagino que o façam bem.
Para além destas epopeias, alimentam o "Bicho dos Livros", o blog em que contam as aventuras que vão vivendo pelo país.
No seu Bicho, começaram agora a publicar pequenas recensões sobre alguns dos livros que integram o Plano Nacional de Leitura.
Hoje chegou-nos a notícia de que o "Obrigado a Todos" já lá está.
Resta-nos agradecer.

Partidas e Chegadas

Pedem-nos para divulgar este concurso dirigido a ilustradores entre os 18 e os 35 anos (ainda podemos chamar-lhes jovens, não acham?).
Então, jovens artistas, o desafio é o seguinte:
Contar, através de imagens ou de imagens acompanhadas de um pequeno texto, uma história relacionada com viagens.
Alguns lamirés dados pela própria organização: aviões que se perdem, comboios que se apanham no último minuto, salas de espera de aeroportos, cidades que se descobrem, caravanas que partem e nunca mais chegam...
"Arrivals and Departures é para todos os que gostam de partir, para aqueles que se sabem onde querem chegar e também para todos os que se costumam perder" (numa tradução livre do texto disponível no site da organização). Dêem lá um salto para conhecer todo o regulamento.
O prazo de entrega dos trabalhos é 29 de Fevereiro de 2008.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Branco


Era uma vez uma menina que usava um capuchinho branco. Um dia, tinha nevado tanto, tanto, que estava tudo branco: as árvores, as casas, os caminhos. Ora, foi exactamente nesse dia que o capuchinho branco resolveu fazer-se ao branco do caminho para ir visitar a avó...

Este livro de páginas todas brancas foi criado pelo Bruno Munari e é uma obra-prima da ilustração (é o que eu acho!).

(Já está!)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Uma livraria irrequieta

É assim que se querem as livrarias: desassossegadas, inconformadas, irrequietas.
A Livro do Dia, no centro histórico de Torres Vedras, vê-se que não gosta de ficar parada. Chama autores, organiza tertúlias, serve tartes e cafés até tarde, promove concertos.
Para enfrentar a chegada de um mega centro comercial à região, a Livro do Dia arregaçou as mangas e decidiu lutar pelo seu lugar.
Neste momento, está a promover os Prémios Livrododia 2007 para, em conjunto com os seus leitores, destacar algumas edições deste ano.
Numa primeira fase foi aberto concurso em várias categorias: Melhor Livro de Ficção, Melhor Livro de Poesia, Melhor Livro de Ilustração, Melhor Capa de Livro.
Depois das nomeações (da responsabilidade dos leitores e amigos da casa), segue-se agora a votação final para eleger vencedores em cada uma das categorias.

Entre as cinco finalistas da categoria "Melhor Capa", está a bela capa da Madalena para o livro "Quando eu nasci", uma edição do Planeta Tangerina. Se quiserem votar é aqui.

I Colori del Sacro

Chama-se "I Colori del Sacro" e é uma Mostra Internacional de Ilustração para a Infância que tem lugar na cidade de Padova, em Itália.
Nesta 4.ª edição, o tema escolhido foi "O Fogo e a Luz" (ou, mais exactamente, "Dal fuoco alla luce" que soa bem mais bonito), em torno do qual trabalharam ilustradores dos cinco continentes.
O trabalho da Madalena foi um dos seleccionados para integrar esta exposição, que pode ser visitada até dia 13 de Abril de 2008, no Museu Diocesano de Padova.
Se tiverem a sorte de passar lá perto, já sabem...

domingo, 20 de janeiro de 2008

Para quem é, bacalhau não basta.

Um artigo do Público dava conta, esta sexta-feira, de um estudo feito por uma empresa de consultoria em Língua Portuguesa que analisou alguns livros do segmento infanto-juvenil disponíveis no mercado. Conclui o dito estudo (disponível na íntegra aqui) que há, em geral, um certo descuido na revisão dos textos publicados. Gralhas, aberturas de parágrafo deficientes, incoerências gráficas, uso irregular dos artigos indefinidos ou pontuação insuficiente são alguns dos problemas mais comuns.
O estudo, sublinhe-se, não é nada de muito científico (nem próximo disso), mas a intenção parece-me boa: chamar a atenção para um segmento de leitores que, em muitas editoras, é tratado ainda com um certa condescendência e não apenas nesta área da revisão de texto.
A Letrário escolheu, aleatoriamente, 22 livros de diferentes editoras, nos quais identificou problemas em páginas escolhidas ao acaso. Depois propôs soluções.
No final, as editoras foram divididas por cinco grupos, consoante a maior ou menor presença de erros (diga-se de passagem que esta classificação, tendo por base apenas um livro, é discutível e, quanto a mim, dispensável).

As conclusões deste estudo não são propriamente uma novidade e este descuido não é exclusivo dos livros para crianças. Ainda há pouco, no site do Público, a frase em destaque dizia qualquer coisa como (citando alguém) "Eu recomendaria ao Ministro da Saúde que percebece as populações"...
Eu recomendaria ao Público que tivesse dó dos seus leitores. Porque este género de "pregos" doi no fundo da barriga.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Gosto deste par


"Era como se eu escrevesse os teus pensamentos e tu lesses os meus.
Uns levavam-me, outros traziam-te: até nos colocarem num sítio só."

As palavras são de Eugénio Roda, a ilustração de Gémeo Luís.
Quando se juntam (e, felizmente, é muitas vezes), fazem uma dupla imbatível a fazer livros bonitos. As Edições Eterogémeas, casa-mãe destes dois rapazes, são um caso mesmo muito especial no mundo da edição portuguesa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Isto de ter um blog...

Depois de conseguir uma coisa tão simples, tão básica como inserir o "sitemeter" cá em baixo, senti-me uma mulher dos novos tempos. E, ver agora que o Bruno nos visitou a partir de Barcelona, o Filipe na Holanda e a família da Yara no Brasil, é emoção a mais para um só dia.
(Dêem um desconto ao meu entusiasmo. Dizem que isto passa depressa...)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Follow the line, please!


No book by its cover descobri mais uma pérola que só dá vontade de ir a correr para as encomendas da Amazon.
Chama-se "Follow the line" e tem por base uma ideia que parece saída dos cadernos de desenho do Bernardo: começa com uma linha na capa, que segue depois pelo miolo adentro, desenhando cidades, peixes e pessoas, sem nunca se desmanchar nem ser interrompida.
A autora chama-se, vamos lá ver se não me engano, Laura Ljungkvist, é sueca mas vive há anos em Nova Iorque.

Em tempos que já lá vão, fizemos uma proposta para um cartaz para a secção infantil da FNAC que tinha um desenho assim, lembram-se?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008


Este ano vamos voltar a Bologna. 

domingo, 13 de janeiro de 2008

A máquina perfeita

Enquanto se discute por aí se os livros (tal como os conhecemos) têm ou não têm os dias contados, os e-books vão evoluindo.
Não há nada como o papel, nada como o cheiro de um livro acabado de chegar, nada que dê tanto jeito para ler na praia, no sofá ou na cama...
Pois, pois...
A verdade é que não me importava nada de ter uma maquineta destas.
É pequena (do tamanho de um livro), não tem fios, não precisa de qualquer computador para funcionar e através dela podem ler-se livros, jornais, revistas e blogues. Não só ler, como comprar online (aliás, basta comprar e, num minuto, temos o livro interinho do nosso lado).
Diz quem já usou que, por usar tinta electrónica (o que quer que isso seja), a leitura através do ecrã aproxima-se muito da de um livro tradicional. Imagino eu que isto queira dizer que não cansa os olhos.
Para além disso, dá para enviar mails, editar texto e ouvir música.
Perfeito, portanto.
Chama-se "kindle" e foi lançado pela Amazon, agora em Novembro.

A demonstração pode ser vista aqui:

http://link.brightcove.com/services/link/bcpid1243727405/bctid1315742268

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Vejam só esta beleza...

Uma livraria dentro de uma antiga igreja dominicana.
Fica em Maastricht e quase assusta de tão bonita.
As fotos são do Bibliotecário de Babel.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Era uma vez uma velhinha...


Era uma vez uma velhinha que engoliu uma mosca...
Depois engoliu uma aranha para apanhar a mosca...
Depois engoliu um pássaro para apanhar a aranha...
E assim por aí fora até ao dia em que...
"She swallowed an horse... And she died of course!"
Recebi um presente de Natal já na primeira semana do ano novo. Veio numa caixa da Amazon, encomendada pela Madalena, que chegou com semanas de atraso.
É um livro e já não é novo (a primeira vez que o vimos foi na Feira de Bolonha há já uns bons anos), mas é daqueles intemporais (digo eu).
Chama-se "There was on old lady who swallowed a fly" e é escrito e ilustrado pelo nova-iorquino Simms Taback. Ganhou uma medalha na área da Literatura Infantil (a Caldecott Medal Book, diz no autocolante da capa) e bem a merece.
A lengalenga, de tradição oral, é fantástica. As ilustrações são muito divertidas e com um recorte muito útil na barriga da velhinha, a deixar ver as coisas loucas que se passam lá dentro.
Madalette: Merci pour le cadeau!