quarta-feira, 11 de junho de 2008

Uma péssima ideia

Tudo começou com um estudo encomendado por uma associação britânica de editores que concluiu que cerca de 86% dos leitores vê com bons olhos a indicação de uma recomendação etária nos livros para crianças (ou seja colocar nos livros a idade ou segmento de idade para os quais são recomendados).
Algumas editoras, desejosas de "agradar ao mercado" e "aumentar a confiança dos consumidores nas suas escolhas", apressaram-se a anunciar a sua pretensão em generalizar esta indicação etária a todos os livros destinados aos públicos mais jovens.
Segundo estes mesmo editores, os autores por si representados foram previamente consultados e terão dado o "amén" a esta iniciativa, mas parece que não terá sido bem assim...
Felizmente, um coro de protestos levantou-se imediatamente e dezenas de escritores e ilustradores britânicos têm vindo a apresentar argumentos fortes para que esta ideia seja abandonada.
É que uma coisa são brinquedos que podem representar um perigo físico real para certas idades...
Uma coisa são roupas e sapatos que servem aos 5 e (em princípio) aos 10 já não servirão...
Uma coisa são papas, com glúten, sem glúten ou medicamentos...
Outra coisa ainda são livros escolares que cumprem um programa e se destinam a ensinar matérias...
E outra coisa, que não tem mesmo nada a ver com as anteriores, são livros-livros. Livros com histórias e ilustrações, com caminhos abertos ou que se vão abrindo, à medida que os nossos pés de leitores por dentro deles avançam (os pés pequenos avançam de uma maneira; os maiores, avançam de outra. Qual é o mal disso?).



Dizem os defensores desta ideia (incluindo alguns autores, é verdade) que as pessoas (coitadas...) não sabem escolher livros para crianças, que ficam muito baralhadas quando vão às lojas e que não têm paciência para ler os livros para melhor poderem decidir. Tudo isto pode ser verdade... e talvez seja necessário, até, criar formas de ajudar pais e educadores a fazer escolhas.

Mas fará sentido segmentar um objecto que pode (e deve) ter níveis de leitura tão variados? Fará sentido catalogar os livros e impedir a sua leitura por leitores de "determinadas" idades?
E se um leitor gosta de livros com poucas palavras e muito ilustrados mas, por acaso, "já tem" 12 anos, deverá ser encaminhado para a prateleira-etária "correcta" da livraria ou biblioteca?
Não deverá cada leitor ter direito ao seu caminho, ao seu ritmo, a escolher os livros que mais vontade tem de ler?
E, depois, já estou mesmo a ouvir os pensamentos de certos meninos-leitores (sempre desejosos de serem e parecerem mais crescidos): "Diz aqui 4 anos, por isso não é para mim". Mesmo que a mão curiosa até tenha vontade de folhear as páginas, mesmo que os olhos até tenham vontade de descobrir a história...


Em cada livro, cada leitor consegue descobrir os lugares para se agarrar e não cair, para avançar sem se perder (e se tropeçar ou se perder, pode sempre voltar para trás ou simplesmente trocar um livro por outro)... Por isso, fará sentido pôr um cadeado nas portas dos livros e só dar as chaves a determinados leitores? (Só esta palavra "determinados" é já extremamente irritante...)
Eu defendo que se deixem as portas abertas para que possam os leitores entrar à sua vontade!

Em Inglaterra a discussão vai continuar nos próximos dias.
Para seguir no Cadeirão Voltaire ou directamente no "The Guardian".

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Notícias do Sargo II ou Foi bonita a tarde, pá...





Eram cinco e meia tarde e soprava um vento forte sobre o Sargo.
As bandeirinhas começaram a abanar a grande velocidade, as jarras das flores vacilaram, as toalhas que cobriam algumas das mesas levantaram as saias acima do permitido.
Depois aproximou-se uma nuvem carregada, daquelas que não deixa margens para dúvidas... e pensámos "Ai meu Deus, que será da nossa festa?".
Mas depois o Sr. António apareceu.
O Sr. António trabalha há anos no Sargo. Já sabe que quando o vento sopra assim, o tempo daqui a nada vai estar assado. Que pode até haver muitas nuvens no céu, mas que à hora tal, é garantido (com uma precisão na casa das meias horas), o vento amaina e o sol brilha de novo.
"Isto às seis e meia, pára" disse ele "podem estar descansados".




O Sr. António não falhou. E às seis e meia da tarde, hora prevista para o nosso triplo lançamento, o vento soprava de feição.
Ficou linda a tarde e, à parte algumas ausências, foi um lançamento quase perfeito. Reuniram-se ali quase todas as coisas boas da vida: amigos, família, petiscos, mar, sol, o Verão a começar, flores do campo verdadeiras... e livros, claro.



Parafraseando um título célebre, queríamos dizer obrigado a todos...
Aos que apareceram, aos que tentaram aparecer mas não deu mesmo, aos que só abriram o mail do convite no dia seguinte, aos que ficaram retidos em reuniões de trabalho, aos de sempre, aos novos e aos velhos amigos, às mães, aos pais, aos tios e às tias, aos primos, a todos... Que venham mais tardes assim.





É verdade, as rifas, para quem queria saber: o número sorteado foi o 043, que deu direito à serigrafia maior. Sorteámos ainda duas serigrafias mais pequenas, com os números 061 e 237.

Obrigada à Ana, por algumas das fotos e a todos os amigos que nos têm enviado imagens. Ainda havemos de "postar" mais...

domingo, 8 de junho de 2008

Notícias do Sargo I












Entre rifas, livros, comes, bebes, barcos à vela, salada de polvo, manjericos, feijoada, sol, lua e muitos amigos ainda houve tempo para nos juntarmos à volta de uma mesa a fazer desenhos.

Os artistas foram muitos e bons: a Madalena, a Beatriz, a Benedita, a Gabriela, o Simão, as Saras, o André, o Miguel, a Catarina e muitos outros.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Mais um lançamento...


As publicações Serrote distinguem-se (a léguas) de tudo o que se faz em Portugal.
Na próxima 4.ª feira, na livraria Trama, vai ser lançado não um dos cadernos tradicionais Serrote, mas um livro.
Chama-se "Minho" e é inspirado no ponto cruz com que são bordados os famosos lenços dos namorados minhotos. Como explica o Nuno, no site, este livro "foi integralmente desenhado pixel a pixel. É uma publicação recheada de ilustrações minhotas, tais como, as Croças, as Chegas, os Cabeçudos ou a Coca de Monção". Eu já vi e gostei muito...

Este não é um bicho qualquer...


Conhecemo-los de Oeiras, do tempo em que "ainda eram urbanos".
Abriram uma livraria especializada em literatura infantil, num sítio longe de quase tudo mas que, mesmo assim, se enchia de gente aos fins-de-semana. Gente que vinha de longe, gente que vinha de perto, pais e filhos que não falhavam um fim-de-semana, viciados nas histórias da Mafalda, na simpatia da Elsa, já habituados ao espaço aconchegante (que, aposto, foi montado, pregado e pintado pelas mãos do Pedro).
O ano passado anunciaram que se iam mudar para o campo. Que tinham finalmente encontrado o lugar que procuravam. Como diz a Mafalda "um sítio sem nada à volta, em que se visse um castelo, que desse para ver o mar e que tivesse ainda uma grande árvore para penduramos um baloiço e contarmos histórias à sua sombra".


Parecia impossível encontrar um sítio assim, mas eles lá conseguiram. São determinados estes bichinhos de conto. Quando metem uma na cabeça, não há quem os demova!
A livraria (que é também galeira de arte e bastidores da editora) abriu em Dezembro, em Casais Brancos, perto de Óbidos, no espaço de uma antiga escola primária.
Este mês inaugura a programação regular.
Ontem estivemos lá, numa festa que juntou muitos amigos da casa:

Experimentámos o baloiço (é óptimo, quase nos faz voar).
Ouvimos uma história à sombra do pinheiro gigante.
Deitámo-nos na erva (não é relva, é erva mesmo).
Gritámos para dentro do poço (disseram-nos que mora lá o eco, e é verdade).
Bebemos licor de ginga servido em taças de chocolate...
... E desarrumámos um montão de livros (claro).

A livraria do Bichinho de Conto merece que vamos lá uma vez por mês.
É verdade que é longe, mas o sítio é lindo, a casa está fantástica e eles, todos eles, são pessoas com pê grande.

O site novo mora aqui e contém todas indicações para se lá chegar sem hesitações.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O Mundo num Segundo em Letra Pequena

Chama-se "Letra Pequena" a secção do Público onde habitualmente se escreve sobre livros para os mais novos. Há pouco tempo, a Letra Pequena saltou também para a internet, sugerindo aos leitores que oiçam alguns dos livros seleccionados, pela voz de quem os escreve e ilustra.
Com estas pequenas animações multimedia, Rita Pimenta (que é quem com mais frequência assina este espaço) não pretende fazer um duplicado do livro, mas sim dar-lhe um enquadramento novo, proporcionando aos leitores uma experiência diferente da que têm ao ler o livro propriamente dito.

O primeiro a merecer um destaque foi o muito divertido "Não quero usar óculos", de Carla Maia de Almeida e André Letria que ainda pode ser ouvido aqui (o link não é directo, procurem o ícone).
Esta semana, coube a sorte a um dos livros do Planeta Tangerina.
"O Mundo num Segundo" pode ser visto e ouvido aqui.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Festa de Lançamento


O Planeta Tangerina tem o prazer de convidar para o lançamento dos novos livros "Coração de Mãe", "O Meu Vizinho é um Cão" e "O Mundo num Segundo" que se vai realizar no próximo dia 5 de Junho, quinta-feira, às 18.30h, no Café Sargo, na praia da Parede.

Para quem não sabe onde fica o Sargo, esse café-barco com um pezinho no Atlântico, aqui fica um mapa para lá chegar.

Sábado, na "Quer"

"Dois livros novos, acabados de sair do forno.
(Ainda cheiram a pão quente, acabado de cozer!)
Ainda quase ninguém os viu, ainda quase ninguém os abriu...
Vamos pô-los sobre a mesa.
Vamos abri-los com cuidado, sentir o estalar da côdea, folhear devagar o miolo.
Vamos falar sobre o que nos faz fazer um livro. O que nos faz fazer este e não aquele. O que nos faz correr. O que nos faz ilustrar e escrever.
E vamos, pelo meio, saborear cada página. Dar grande dentadas ou provar apenas umas migalhinhas, conforme a fome do momento..."

No próximo Sábado, às 15.00h, estaremos na "Loja Quer", no Lumiar, a apresentar os novos livros.
A "Quer" celebra, neste dia, 3 anos de vida e convoca os seus "habitués" para uma festa de arromba. Apareçam!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Não percam no Beco

No Beco das Imagens vale mesmo a pena ler este texto da Sara Figeiredo Costa sobre "O Mundo num Segundo". E digo que vale mesmo a pena, não só pela análise atenta que faz ao nosso livro, mas também porque é um texto muitíssimo bem escrito. Não sei se estas coisas se agradecem, mas apetece-me dizer obrigado...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A nossa "barraquinha"



Há quem ache totalmente subdesenvolvido chamar "barracas" ou "barraquinhas" aos pavilhões da feira (leiam a propósito disto este texto polémico q.b.). Eu não acho uma palavra linda de morrer, mas, por outro lado, irritam-me ainda mais aquelas palavras muito usadas hoje em dia, que tendem a inglesar e a dar um toque de "estilo" a conceitos e coisas que não têm nada que enganar (agora não me ocorre nenhuma, mas quem já teve reuniões com pessoal do marketing, sabe do que estou a falar...).

Tudo isto para dizer que passámos hoje na Feira, para ver se estava tudo preparado para bem receber os visitantes. Afixámos cartazes, arrumámos preçários e livros, colámos autocolantes.
Recomendamos uma visita, até porque o nosso pavilhão fica mesmo ao lado da roullote das farturas. Aproveitem para se lambuzar, mas cuidadinho com as mãos. (Não é só na Praça da Leya que se podem manusear os livros, nós também deixamos e até agradecemos!)

Quem tem filhos tem cadilhos



Já diz o povo (e o povo raramente se engana) que "quem tem filhos tem cadilhos".
É por causa destes cadilhos (uns mais leves, outros mais pesados) que um grupo de pais se reúne mensalmente na Creche de Leceia, em Barcarena.
A estes pais junta-se uma equipa de educadores, técnicos de saúde mental e de saúde escolar e ainda um psicólogo (o amigo João Belo que nos convidou para esta aventura) que se propõe dar uma ajuda para resolver alguns dos tais cadilhos...

A sessão em que participámos foi um pouco diferente do habitual porque juntou pais e filhos.
Apesar de ser fim de tarde, fim de dia de trabalho e de escola, e de algumas crianças estarem já muito cansadas, acabou por correr muito bem.
Mais uma vez desafiámos pais e filhos a inventarem páginas novas para o livro "Pê de Pai". Sabe-se lá porquê, os adultos sentem-se sempre intimidados quando têm que desenhar...


Mas o artista é um bom artista. O Bernardo estava lá e desmitificou a coisa, deu conselhos muito simples e deixou todos mais à vontade e com ganas de correr para a tesoura.
O resultado está à vista...
Obrigada ao João pelo convite (e aos pais por terem aparecido).

terça-feira, 27 de maio de 2008

O meu vizinho é um cão



Lemos nos rodapés dos noticiários e confirmou-nos a rádio que se comemora hoje o Dia dos Vizinhos. Olha que feliz coincidência, pensámos nós, mesmo a propósito... É que um dos livros novos do Planeta Tangerina fala disso mesmo: de vizinhos, de relações de vizinhança, dessa aventura (por vezes difícil, mas tantas vezes divertida) que é viver paredes meias com outras pessoas.


"O Meu Vizinho é um Cão" e o "Coração de Mãe" estão neste momento a caminho da Feira do Livro, que os vai receber em primeiríssima mão, e ainda hoje, partem a todo o gás para a simpática rede de pequenas livrarias que nos acolhe.
Às FNAC's e afins (com todo o respeito), chegam lá mais para o início de Junho.

O nosso lugar na Feira

Com a confusão do "há feira ou não há feira", temo-nos esquecido de dizer que também lá estamos (na feira, claro).
O Planeta Tangerina partilha o pavilhão n.º 6 com a Kalandraka e a Estúdio Didáctico.
De costas para o Marquês, estamos do lado esquerdo, na fila de pavilhões mais próxima das árvores, logo no início da subida (ou seja, quem entre por baixo, não tem de andar muito para nos encontrar).

Lá vos esperamos com os nossos livros (os novos, os assim-assim e os mais antigos) e também com algumas promoções simpáticas, como convém nestes dias de festa.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Em Acção

Entre pintar, publicar fanzines, serigrafar gravatas, cuecas e t-shirts, e ganhar prémios no Jovens Criadores, o Lucas ainda vai tendo tempo para fazer serigrafias com o Bernardo para os livros da OQO.

Acabadinho de sair da garagem, o último livro de uma trilogia serigrafada para a editora galega. 
Aqui e agora em filme (em estrangeiro: o "making of").

Para ver trabalhos do Lucas nada como ir aqui, passar por ali e seguir até acolá.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O Mundo Mágico da TV



É verdade, na TV também há magia... esta foi concebida a 6 mãos, para o dia 1 de Junho.
Parece que vai ser divertido, com muitas actividades para os miúdos (e graúdos).

O Título

E o grande vencedor é o... Sérgio (palmas) que, com o dedo rápido no gatilho, acertou em cheio no alvo. O leitor-radar vai receber o prometido e merecido prémio numa morada a combinar.
Mas há mais: O Planeta Tangerina resolveu também atribuir uma menção especial à Mónica que, com um poético jogo de cintura, contornou o óbvio e sacou da cartola um título que diz tudo (Éme de Mundo).

Aos premiados, os nossos parabéns. Aos outros, não fiquem tristes. Haverá em breve mais oportunidades de ganhar fa-bu-lo-sos prémios.


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Mê de Mãe

Foi a pedido dos caros leitores que nasceu este livro. Não se chama Mê de Mãe (o título do post era só para enganar), mas fará uma bela parelha com o Pê de Pai

E o seu nome (o do livro) é...

O leitor atento que responder certo e rapidamente habilita-se a receber um exemplar deste livro que está quase, quase (parece que é na 2ª feira) a sair do forno.

Esta mãe e este filho tão bonitos são ilustrados pelo Bernardo Carvalho e o texto é da Isabel Minhós Martins.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ser e não ser...


Na Pública deste Domingo, um artigo de Rita Pimenta, sobre o estado da ilustração em Portugal.
Infelizmente o artigo só está disponível para assinantes, mas é possível que o jornal/ revista ainda se encontre à venda em algumas bancas (ou em casa das tias, sogras e mães, que é costume guardarem por uns dias as leituras de fim-de-semana...). Não deixem de ler.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Gosto da Feira. Pim!

Eu sei que os pavilhões são velhos, que não "têm design" como se diz por aí, que pesam toneladas (e que é duro arcar com o peso das portadas todos os dias), que os livros se molham quando chove, que morremos de calor quando está sol, que não há casas de banho por perto... mas, mesmo assim, gosto da feira, que querem?

Por isso me irritam tanto estes impasses idiotas, estes jogos de braço-de-ferro entre poderosos, esta maneira tão portuguesa de deixar para a última da hora as decisões... e assim condicionar infinitamente as decisões de todos os outros que delas dependem.
Claro que vai haver feira, claro que a APEL tem de "se modernizar" e que um dia os pavilhões terão de mudar. Mas pensem nisso com antecedência e tratem lá de fazer a feira sem mais conversas paralelas...

Não é uma vergonha que um sector "tão apetecido" (como agora se diz) como "o do livro" pareça ser feito de pessoas que não sabem resolver os problemas internos? Que parecem não saber juntar-se e ser solidárias dentro do seu sector? Que vivem de costas voltadas e não percebem que, por isso, o tornam mais fraco? Que, enfim... dão um grand(a) mau aspecto!?

Contos da D. Terra


Ilustração: Bernardo Carvalho, Contos da D. Terra

E se um grupo de cientistas (geólogos, químicos, físicos) se juntasse para escrever histórias sobre o nosso planeta?
O mote foi dado pelo comité português para as comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra; as histórias já estão prontas e o livro prestes a sair.
As ilustrações são feitas pela prata da casa: Madalena, Yara, Bernardo... e estão a ficar muito bonitas, como podem ver pelo exemplo em cima.

Na semana em que um grupo de trabalho do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas revelou que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingiu valores recorde (qualquer coisa como mais 40% de CO2 do que no tempo da Revolução Industrial), acho que não se devia falar de outra coisa no planeta.
Mas se calhar estou a exagerar... e está um dia tão bonito de sol...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Barulho, barulhinho, barulhão


Vi este livro há um par de anos na livraria Giannino Stoppani (obrigatória para quem visita a Feira de Bolonha). Namorei-o, namorei-o... mas acabei por não o comprar, provavelmente porque já tinha um exagero de outros escolhidos para levar.
Mas arrependi-me de morte. Porque é daqueles livros que nunca mais se esquecem: uma ideia muito simples (que qualquer mortal pode ter, pois...), ilustrações limpas e muito eficazes e depois uma graça que só os brasileiros sabem dar às coisas.
Página a página vamos descobrindo os sons que acompanham os nossos dias, desde o barulho do zíper abrindo depressa, ao barulhão do mosquito voando no quarto.

"Barulho, barulhinho, barulhão" tem texto de Arthur Nestrovski, ilustrações de Marcelo Cipis e foi editado pela Cosac Naify.
Aqui,uma animação que dá um pouco a ideia da coisa (mas o livro é bem melhor).

domingo, 11 de maio de 2008

Coming Soon





Estivémos na sala de partos a assistir ao nascimento de mais dois filhos do planeta. São gémeos, pesam pouco mais de 200g e medem 23cm de altura (cada um).

Os recém-nascidos encontram-se bem mas ainda vão ter de ficar mais uns dias na maternidade. A família-a-ficar-numerosa, está feliz e a apertar-se nas prateleiras para arranjar um espacinho confortável para os receber. Depois, como os outros irmãos, terão de se fazer à estrada, ir correr mundo, ir ganhar a vida.

Entretanto, prepara-se uma fiesta para apresentar os pimpolhos à sociedade. Fiquem à espera de mais notícias.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Espalhem a notícia


Vale mesmo a pena ir amanhã (Sábado, 10 de Maio), à inauguração da exposição dos D'forma 4, na Fábrica da Pólvora. A inauguração é às 16h00. Consta que vai haver um simpático beberete e que vão ser revelados os sortudos que compraram as rifas certas (à hora certa, no sítio certo).

Para quem não puder ir à inauguração, as obras destes jovens e talentosos artistas estarão à espera de visitas até ao dia 10 de Junho (das 14h00 às 18h00, no Centro de Experimentação Artística da Fábrica da Pólvora).

Prémio Nacional de Ilustração 2007



Ilustração de Cristina Valadas para o livro "O rapaz que sabia acordar a Primavera", com texto de Luísa Dacosta, Asa.

A notícia já anda por aí a circular: Cristina Valadas foi a grande vencedora da edição deste ano.
José Miguel Ribeiro e Madalena Matoso (a nossa) foram distinguidos com duas menções honrosas. O júri distinguiu ainda 6 títulos e respectivos ilustradores, incluindo Bernardo Carvalho (o nosso).





Ilustrações de Madalena Matoso, par o livro "Quando eu nasci", Planeta Tangerina

Aqui fica a nota de imprensa enviada pela DGLB com todos os pormenores:

"Nesta 12ª. edição do Prémio Nacional de Ilustração foram analisadas 130 candidaturas, que reuniram 81 ilustradores, publicadas por 33 editoras.

O júri, constituído por Dora Batalim, docente de Literatura Infantil e Juvenil na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich de Lisboa, Sara Reis Silva, docente na Universidade do Minho e representante da AALIJ/IBBY, e Maria Carlos Loureiro, Directora de Serviços do Livro em representação da DGLB, decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio Nacional de Ilustração ao conjunto de ilustrações da obra "O rapaz que sabia acordar a Primavera", da autoria de Cristina Valadas, com texto de Luísa Dacosta, publicada pelas Edições Asa.
As duas menções especiais foram atribuídas às ilustrações da obra "Quando eu nasci", da autoria de Madalena Matoso, com texto de Isabel Minhós Martins, da editora Planeta Tangerina, e às ilustrações da obra "O rapaz que aprendeu a voar", da autoria de José Miguel Ribeiro, com texto de Alexandre Honrado, da Dom Quixote.

O júri decidiu ainda distinguir um conjunto de seis títulos e respectivos ilustradores, para além do Prémio e das duas menções especiais:

José Saraiva, Vermelho-cereja, texto de François David (trad.), Ambar
Alex Gozblau, Romance do 25 de Abril, texto de João Pedro Mésseder, Caminho
Bernardo Carvalho, A grande invasão, texto de Isabel Minhós Martins, Planeta Tangerina
Gémeo Luís, A boneca Palmira, texto de Matilde Rosa Araújo, Edições Eterogémeas
Teresa Lima, Ovos cozidos, texto de Marisa Núñez (trad.), OQO Editora
Margarida Botelho, A colecção, texto de Margarida Botelho, Edição de autor


Parabéns à grande premiada e a todos os outros ilustradores distinguidos.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Amigos à janela

terça-feira, 6 de maio de 2008

Quando sono nato

Chegaram-nos boas notícias de Itália...
A editora Topipittori confirmou-nos hoje o seu interesse em publicar o livro "Quando eu nasci" em língua italiana.
"Quando sono nato" vai sair na Primavera de 2009... e já não é apenas um rumor, é mesmo uma confirmação!

A Topipittori pode ser visitada aqui.
Estes são apenas alguns exemplos do seu fantástico catálogo...