segunda-feira, 29 de junho de 2009

Da Girafa à Pulga de Areia


Um livrinho da colecção Notas Soltas das Eterogémeas.
(espreitem aqui!)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O que fará a Edite com tudo isto?


Se quiserem saber, não deixem de participar no atelier que irá decorrer amanhã, pelas 18.30, na Feira do Livro da Bertrand, no Centro Comercial Colombo.
A Edite Vicente criou este atelier a partir do livro "Um Dia na Praia" e vai mostrar a quantidade incrível de sons e palavras que podem sair de um livro assim, aparentemente tão silencioso. Apareçam por lá.

Irão

O país dos 1001 ilustradores.


Esta imagem, de Qodsi Qaazinouri, foi retirada daqui.

E esta é do site do ilustrador Amir Shaabanipour.

E esta do site do ilustrador Morteza Zahedi.

No children's library também há uma selecção de alguns livros iranianos.

Não sei de que lado da barricada estão estes ilustradores (não faço ideia: se calhar uns estão de um lado e outros noutro) mas espero que qualquer das escolhas que façam, seja feita em liberdade.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Passas-me o sal, Juvenal?

À volta da mesa, das travessas e dos convivas, surgem as rimas.
Jeffrey Fisher, o autor deste divertidíssmo "Pass the celerey, Ellery", conta que esta mania de fazer a comida rimar com nomes começou num jantar entre amigos e depressa se tornou viciante.
Pensem em nomes de amigos, pensem em pratos portugueses (bitoque, morcela, tremoço, berbigão, aletria...) e divirtam-se a fazer combinações.













Por ordem de entrada: capa, guardas, introdução (para abrir o apetite) e algumas páginas do interior. Cada dupla página é uma surpresa, o livro não se torna repetitivo porque a solução para apresentar cada rima é sempre graficamente diferente.

terça-feira, 23 de junho de 2009

A não perder...

... no P2 de domingo (ainda online aqui), o texto de Alexandra Lucas Coelho sobre Sophia de Mello Breyner.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um assombro

Adorei esta história: 
É uma menina que vai viver para uma casa e quando lá chega, descobre que a casa está assombrada. 

A menina, que afinal é uma bruxa (com gato e tudo), não tem medo nenhum e começa a apanhar os fantasmas e a metê-los dentro dum saco. Depois, lava-os todos na máquina de lavar a roupa.

Bem lavados, branquinhos e secos, os fantasmas fazem umas óptimas cortinas e toalhas de mesa.
Ficam só a sobrar dois fantasmas. Quem é que adivinha para o que é que vão servir?

(apetecia-me imenso contar o fim mas não vou estragar a surpresa...)

Bom fim-de-semana!

Kazuno Kohara

quarta-feira, 17 de junho de 2009

De Espanha...


O "P de Papá" (em edição da Kalandraka) pela Revista Babar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Polónia 1947, Portugal 2008

Na Prateleira-de-baixo encontram-se semelhanças entre um livro de 1947, de autor polaco, e "Um Dia na Praia", de Bernardo Carvalho.

Contos de Verão


Cliquem na imagem para saber todas as informações.

domingo, 14 de junho de 2009

"As Duas Estradas"

O Bicho dos Livros aventurou-se pela A1 e pela N126 e conta aqui como correram as viagens.

terça-feira, 9 de junho de 2009

1, 2, 3, 4, 5 segundos

É este que eu quero... Levo um ou levo dois?


Este cão é parecido com a Violeta, mas não é a Violeta...
Será um cão leitor?


Olha, foi embora... Parece que não se interessou por estes livros.


Isto é giro! Aquele cão não sabe o que perdeu...


Já está! Vou pôr onde estava e talvez leve para a próxima.

Feira de Nova Oeiras, Junho 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bloco de notas

Há umas semanas visitei os meninos da sala da Cristina, do Jardim de Infância da Ideia, em Tires. Conversámos sobre livros, do Planeta Tangerina e outros (de outros planetas), fiquei a saber que tinham visitado a exposição de ilustração da Madalena e do Bernardo (organizada pelo Farol de Sonhos) e que, depois de verem as imagens, os meninos da Cristina trabalharam os livros expostos: a partir de "Um Dia na Praia" fizeram ilustrações recortadas em papel, expostas num fio comprido que atravessava a sala de uma ponta à outra; a partir de "O Meu Vizinho é Um cão" construiram malas em cartolina para as personagens do livro, que mostravam no interior os diferentes pertences do cão, dos elefantes, do crocodilo e da menina desta história.

No meio desta conversa, ainda respondi a uma longa lista de perguntas e, a propósito de uma delas, contei que tenho um caderno, que anda sempre comigo, onde aponto algumas ideias.



Há poucos dias chegou-nos um pacotão cheio de presentes: uma monotipia com uma imagem para "Um dia na Praia" emoldurada de modo profissional (não consegui fotografá-la mas ainda hei-de tentar de novo), mais uma lista de novas perguntas que esperam resposta, e este bloco fabuloso com uma capa em tecido almofadado.
Agora tenho folhas brancas e amarelas onde escrever, um fio para saber sempre onde estou e uma lista de nomes manuscritos no verso da capa que me vão dar muita inspiração.
Esta é uma das perguntas que nos fazem sempre nas escolas: "onde vai buscar a sua inspiração?"
Por exemplo, a estas idas às escolas, vou dizer da próxima vez.

Não há obrigado que chegue.

Morra o preconceito PIM!

As medidas anti-preconceito propostas pelos alunos da Pós-graduação em Literatura Infantil já foram anunciadas. A lista de ideias colectiva pode ser consultada aqui.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Lembrei-me desta história...

Há poucas semanas, a amiga de uma das nossas mães precisava de comprar um presente para a filha de outra amiga. Como estavam perto de uma livraria, a dita mãe sugeriu-lhe: "Por que é que não lhe ofereces um livro do Planeta Tangerina?" .
(Muito pouco imparcial esta mãe, mas "mãe é mãe".)

A senhora seguiu o conselho, entrou na livraria, mas não encontrou os livros imediatamente e deslocou-se ao balcão, explicando toda a história: que a filha de uma amiga fazia anos, que pensou em oferecer-lhe um livro do Planeta Tangerina, mas, que chatice, não estava a encontrar nenhum...
Resposta pronta, decidida e muito segura da menina do balcão: "Ah, nós temos esses livros, estão ali na prateleira. Mas, olhe, esses livros não são para crianças. São muito, muito difíceis... Porque é que não escolhe outra coisa?".

Acreditem ou não, mas mesmo sendo amiga de uma das nossas mães, a dita senhora não comprou nenhum dos nossos livros.

É o que se chama "contra-publicidade" e, em plena livraria, confesso que nunca me tinha ocorrido.

"Os livros que são também para crianças"

Só mais isto antes de retomar o trabalho...

Leiam no Jardim Assombrado o excerto da entrevista que Álvaro Magalhães deu à Notícias Magazine deste sábado.

Dança!


Gosto muito deste livro. Gosto tanto que adoraria que ele tivesse sido publicado pelo Planeta Tangerina. Uma ideia simples e original (coisa difícil de encontrar), bons textos (curtos e eficazes, como convém num álbum deste tipo), ilustrações lindas, projecto gráfico adequado.
Apesar de o Bernardo dizer que a impressão ficou um pouco escura, para mim é um livro que está perto de ser perfeito.

Para quem não conhece: em cada página, um animal oferece ao leitor um conselho sábio "Pensa bem no teu plano, recomenda o tucano" ou "Faz tudo com estilo, recomenda o esquilo". Os conselhos nunca são aborrecidos, fazem rir, fazem pensar, são ditos com leveza, mas ao mesmo tempo são suficientemente importantes para nos dar grande vontade de os guardar.




Gostava que fosse nosso, é verdade. Mas quem gosta verdadeiramente de livros não se importa mesmo nada que a "concorrência" trabalhe bem, edite bons projectos e surpreenda pela positiva.
É o caso deste "Dança quando chegares ao fim".
Se não conhecem, não deixem de o espreitar (e comprar).

terça-feira, 2 de junho de 2009

Quem dera

Quem dera lá estar.
Quem dera termos uma Festa assim...





"Desde 2003, a cidade de Paraty recebe anualmente o mais importante evento literário da América do Sul: a Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP. O programa educativo da FLIP se tornou uma ação contínua e recebeu o nome de Flipinha.
Mais do que um programa educativo, a Flipinha é um movimento de transformação para atuar na formação de leitores críticos e reflexivos, aptos a pensar e intervir no futuro de sua cidade.
O programa acontece de janeiro a dezembro com ações que envolvem alunos e professores da rede escolar pública e privada de Paraty em inúmeras atividades de incentivo à leitura e de valorização do patrimônio cultural local."

Mais informações sobre o Flipinha aqui.
Aqui, o completíssimo documento de apoio ao professor disponível para download.

FOTOS: Luciana Serra/Flipinha

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Uma lista para todos os gostos

Adorava ter tempo para fazer uma lista de sugestões como esta.
Mas acredito que a Débora, da Pó dos Livros, a fez melhor que ninguém.

Bom Dia Mundial da Criança para todos os que nos lêem.

FLIP



O "F" de Flip não é de Feira e sim de Festa (Literária Internacional de Paraty) e este ano decorre de 1 a 5 de Julho. O cartaz (de 2007) já por cá anda desde a semana passada. Design gráfico concebido pela Rita (obrigada amiga!), com ilustrações de J. Fisher.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Externato Infanta D. Maria


Do Externato Infanta D. Maria, em Évora, recebemos estas fotografias extraordinárias. O "Coração de Mãe" foi explorado através de um jogo. Diz a educadora Margarida Junça: "fizemos corações em cartão onde colocámos a história, página a página. Depois, atrás de cada coração colocámos uma caixa". O objectivo do jogo era colocar na caixa o objecto correspondente a cada frase. O jogo foi feito com as mães, no Dia da Mãe.




Já agora, saibam que esta escola já tem um blogue. Aqui fica o endereço: http://www.externatoinfdmaria.blogspot.com/

Externato Abelhinha

Com algum atraso, publicamos hoje alguns trabalhos que temos recebido das escolas. Primeiro, os desenhos feitos partir do livro "Pê de Pai", pelos meninos do Externato Abelhinha (Costa da Caparica) onde fomos muito bem recebidos.






Seguindo a ordem: Pai carrossel; Pai às cavalitas; Pai-vira-cu (nunca tinha ouvido esta expressão. Deve significar cambalhota...); Pai caixa de surpresas; Pai chapéu e pai prancha.
Cliquem para aumentar as imagens.

Em formato Pwp

Primeiro foi o "Pê de Pai" que chegou à caixa de correio do meu pai, vindo de um amigo que por sua vez o recebeu de outro amigo, numa cadeia de forwards que não sabemos onde começou.
Há poucos dias foi o "Coração de Mãe" da mesma forma digitalizado (capa e contracapa incluídas) e passado para dentro de um powerpoint que anda agora por aí a correr.
Confesso que não sei muito bem o que pensar deste tipo de circulação dos livros.
Por um lado, uma pessoa sente-se honrada. Bolas, alguém dar-se ao trabalho de digitalizar um livro de uma ponta à outra, é porque gosta dele. Agrada-me também a ideia de um livro poder circular livremente, ser partilhado sem limites.
Pergunto opiniões e dizem-me que até pode ser boa publicidade. Que um powerpoint nunca substituirá um livro, que é uma forma de o dar a conhecer e por aí fora.
Por outro lado, há a questão dos direitos de autor e da própria perda de qualidade do livro, que se transforma noutra coisa, diferente da que está à venda nas livrarias porque as imagens perdem, obviamente, qualidade.
Estou a lembrar-me agora, a propósito desta questão dos direitos de autor, de duas ou três professoras terem-me já dito com a maior inocência (e boa vontade) que não conseguiram arranjar um dos nossos livros e que o fotocopiaram. Eu faço um sorriso amarelo (de que cor haveria de ser?) porque até percebo que a intenção é boa e não há sequer noção do que está em causa.

Passa-se o mesmo com estes Powerpoints.
Não sei mesmo o que pensar.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

É tempo de feiras, gostamos delas

Com muita pena nossa (mesmo muita), não estamos representados de modo oficial na 79.ª Feira do Livro do Porto que já começou na Av. dos Aliados. A desilusão foi tal que já nos organizámos, com um ano de antecedência, para estarmos presentes na próxima edição.

Por cá, estamos na I Feira do Livro de Paço de Arcos que decorre no Jardim junto à marginal e que se prolongará até ao próximo dia 7/6. E estaremos também, mas de modo muito mais modesto e familiar, representados na Feira de Nova Oeiras que vai acontecer já este domingo.
Para além de livros do Planeta Tangerina, tenciono vender algumas carradas de livros e CD's que tenho remorosos de deitar fora. É claro que os materiais não são comparáveis, mas irão conviver na mesma banca...
Apareçam por lá.

quarta-feira, 27 de maio de 2009


terça-feira, 26 de maio de 2009

Limpar a terra das ervas daninhas

Os alunos da Pós-graduação em Literatura Infantil também foram desafiados a pensar sobre preconceitos na Literatura Infantil e a elaborar uma lista de mitos, ideias erradas ou simplesmente apressadas que depressa se transformam em verdades absolutas.
Esta lista pode ser consultada no blog O Livro Infantil.

Num próximo post, já prometido, indicarão também algumas das medidas que podem ser tomadas (por editores, escritores, ilustradores, mediadores da leitura, professores, pais...) para vencer estas ervas daninhas que acontece, às vezes, não deixarem crescer os livros.

PS: Entretanto, no blog Prateleira-de-baixo surgiram um post e depois outro sobre este assunto que dão contributos interessantes para a discussão.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Los libros para niños

Vicente Ferre Azcoiti, um dos responsáveis pela editora espanhola Media Vaca, resume em 7 pontos os principais preconceitos quando falamos de libros para niños. Diz Vicente:
"Me gustaría repasar brevemente algunas de estas ideas, e invitar a los lectores a reflexionar sobre determinados prejuicios que de manera especial afectan a nuestra comprensión de lo que es la infancia y lo que son los niños."

1. LOS LIBROS PARA NIÑOS NO SON LITERATURA.

2. LAS CABEZAS DE LOS NIÑOS SON MAS SIMPLES.

3. LOS LIBROS SON, ANTE TODO, UNA DISTRACCIÓN.

4. CADA EDAD REQUIERE DETERMINADOS LIBROS.

5. LOS LIBROS ILUSTRADOS SON PARA LOS MÁS PEQUEÑOS.

6. LOS NIÑOS PREFIEREN LOS DIBUJOS “DE NIÑOS”.

7. LAS ILUSTRACIONES ALEGRAN LOS LIBROS.

Vale a pena ler aqui as explicações (carregadas de bom humor e ironia) para cada uma destas frases. A introdução ao texto é igualmente maravilhosa.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Amerika en Kombi


Juntaram cerca de mil livros, arrumaram o material na parte de trás de uma carrinha Kombi de 1982, e partiram estrada fora à descoberta das aldeias perdidas da América Latina. Chamam-se Martina Etcheverry e Juan Martín Mondini são argentinos, professores e viajantes. Com o projecto "Amerika en Kombi" decidiram levar às escolas mais remotas da América do Sul uma pequena biblioteca infantil ambulante e organizar, em cada paragem, pequenos ateliers com as crianças.
Martina e Juan partiram de Buenos Aires há alguns meses e durante os próximos dois anos propõem-se passar por mais de uma dezena de países. Não negam que o fazem pelo prazer de viajar, mas também com o objectivo de "redescubrir a América Latina y unir realidades a través de la literatura y la lectura" (palavras de Juan Martín).

Esta bela aventura pode ser seguida em www.amerikaenkombi.com.ar.

Notícia via revista Babar.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O livro novo da Bruaá


Esta é uma pista para a capa (que pode ser vista por inteiro aqui).
Chama-se "O Ponto", é da autoria de Peter H. Reynolds e vai ser lançado amanhã, de manhãzinha, na Feira do Livro, no stand da Prodidáctico (E, I, 12).