domingo, 29 de agosto de 2010
Não vale a pena correr
Um poema do António Torrado, numa animação produzida pela RTP, a ditar o lema para o novo ano. A mim fez-me lembrar (com as devidas distâncias), um livro cá da casa (o "Depressa, Devagar") e quase me assustei por termos pensado, em tempos, fazer um livro com uma ideia praticamente igual à que atravessa este poema: uma velhinha vagarosa que vai pelo passeio fora e demora toda a manhã a chegar à padaria, enquanto o sobrinho faz mil e uma coisas, atende cem telefonemas e despacha trinta reuniões. (Ainda eramos acusados de plágio, já pensaram?).
É impossível ter ideias cem por cento novas. E felizmente também não é possível (nem seria desejável) não nos deixarmos contagiar (contaminar e inspirar) pelas palavras do Mestre Torrado, hoje ou há trinta anos atrás, quando o líamos a duas cores, em livros de capa mole, com as páginas mais gastas do que as botas ortopédicas da altura.
Já aqui dissemos que no Planeta Tangerina, regemo-nos ainda pelos anos escolares. E por isso, é agora em Setembro que tudo começa de novo. Vamos a isto.
(Não vale a pena correr, mas não gostamos de molengar).
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
POPs

A loja de Serralves está à procura de produtos inovadores para o seu catálogo. As propostas podem ser enviadas até ao dia 12 de Setembro.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Mish Mish Mish
Neste catálogo de gatos, há de tudo um pouco... malabares, cachimbos, teclas, gatos meiguinhos (outros nem tanto). O meu Rufus (o gato malabarista) lá está, todo contente.
Obrigada a Marina y Mariano, da Moncho Ediciones, pelo convite e pelo belo exemplar.
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projetos
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Agora sim

Este post sobre uma ida à gráfica enganou alguns leitores. Aquelas fotografias eram sobre uma saída de máquina de há uns meses atrás. Os livros que estavam a sair eram A Manta e o Primeiro Gomo da Tangerina (prémio leitor super atento: houve quem reparasse nisso).
Isto tudo porque o Bernardo ainda usa rolos e quando os vai revelar, às vezes as coisas já passaram há muito tempo.
Mas vamos a notícias mais recentes: há mesmo livros no forno e voltámos a ir à gráfica.
Estas imagens são fresquinhas, fresquinhas (sem chegarem aos calcanhares das outras).
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Livros
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Dançar no café
Este post não ficava completo sem esta dança.
O som está muito mauzinho, mas dá para perceber a ideia.
(Bande à Part, Jean Luc Godard)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Sempre que um livro novo está prestes a sair do forno, nós vamos cheios de profissionalismo à gráfica, a Printer portuguesa, ver se é preciso afinar algumas cores nas primeiras saídas de máquina.
Na verdade, só lá vamos mesmo porque estamos cheios de pica para ver a SUPER RÁPIDA 162 a cuspir páginas impressas no Munchen e trazer para o planeta uma daquelas folhas antes de serem cortadas, porque de resto, aqueles senhores que lá trabalham, além de muito simpáticos e profissionais têm o olho tão afinado que distinguem mais cores que as abelhas.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Plano
Já está disponível a lista de livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.
O Planeta Tangerina tem 7 livros seleccionados.
São eles:
Pê de Pai
Coração de Mãe
Cá em Casa Somos... (new!)
Um Dia na Praia
Quando Eu Nasci
O Meu Vizinho É um Cão
Este ano a Orfeu Negro também já tem livros recomendados.
A Bruaá continua sem ter nenhum.
Estranho.
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Plano Nacional de Leitura
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Un Dia en la Playa
O nosso "Um Dia na Praia" foi editado em Espanha pela Libros del Zorro Rojo.
A Isabel pôde dormir descansada: desta vez não houve ansiedades/medos/dúvidas com a tradução.
Boa altura para recordar esta história e o lançamento-quase-às-escuras.
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Um Dia na Praia
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
2010, ano de Andarilhas

Notícia muito boa: o Palavras Andarilhas está de volta.
É a 16, 17 e 18 de Setembro. Acompanhem a caminhada aqui.
(a ilustração — bela — é do André Letria)
terça-feira, 27 de julho de 2010
A menina que gostava de nadar
Os meninos do Externato Infanta D. Maria viram os desenhos do Primeiro Gomo da Tangerina e tentaram adivinhar as histórias que contavam (antes de lerem o texto e ouvirem a música).
Descobriram esta "Menina que gostava de nadar":

Descobriram esta "Menina que gostava de nadar":

"Era uma vez uma menina que nadava no mar com a sua família.
Quando saíram da água, secaram-se, vestiram-se, e a menina puxou pela mão do avô e levou toda a sua família a passear.
A menina chegou a um pomar e o seu pai deu-lhe uma tangerina que apanhou da árvore.
A menina levou a tangerina para casa e a sua família também apanhou maçãs e pêras.
Todos se juntaram à menina para ver se ela gostava de tangerinas, porque ela nunca tinha provado.
Então, ela provou a tangerina e pediu um desejo.
Para ela a tangerina, não era doce nem amarga.
A menina chorava no banho, porque não gostava de água quente. Mas quando deitavam água fria no banho ficava toda contente, porque se lembrava do mar.
Já vestida foi ter com a mãe. Deu um grande abraço à mãe e esta deu-lhe um beijo.
A menina cresceu e já sabe andar de bicicleta sem rodinhas, vai para o parque com o avô e a avó que se sentam a vê-la.
A menina já mais crescida, vai nadar com as amigas e os amigos.
À noite gosta de observar as estrelas no céu, na companhia do tio.
A menina viajou e percorreu o mundo, viu muitas cidades e conheceu muitos sítios.
Viajando, realizou o desejo que pediu, ao comer a tangerina pela primeira vez.
Quando saíram da água, secaram-se, vestiram-se, e a menina puxou pela mão do avô e levou toda a sua família a passear.
A menina chegou a um pomar e o seu pai deu-lhe uma tangerina que apanhou da árvore.
A menina levou a tangerina para casa e a sua família também apanhou maçãs e pêras.
Todos se juntaram à menina para ver se ela gostava de tangerinas, porque ela nunca tinha provado.
Então, ela provou a tangerina e pediu um desejo.
Para ela a tangerina, não era doce nem amarga.
A menina chorava no banho, porque não gostava de água quente. Mas quando deitavam água fria no banho ficava toda contente, porque se lembrava do mar.
Já vestida foi ter com a mãe. Deu um grande abraço à mãe e esta deu-lhe um beijo.
A menina cresceu e já sabe andar de bicicleta sem rodinhas, vai para o parque com o avô e a avó que se sentam a vê-la.
A menina já mais crescida, vai nadar com as amigas e os amigos.
À noite gosta de observar as estrelas no céu, na companhia do tio.
A menina viajou e percorreu o mundo, viu muitas cidades e conheceu muitos sítios.
Viajando, realizou o desejo que pediu, ao comer a tangerina pela primeira vez.
O seu desejo era poder voar como uma borboleta e por isso ela gostava tanto de viajar.
No fim de cada viagem ela voltava sempre para junto do seu namorado.
Para voltar a viajar novamente."
No fim de cada viagem ela voltava sempre para junto do seu namorado.
Para voltar a viajar novamente."
sexta-feira, 23 de julho de 2010

Na sua 20.ª Edição, a Revista online Magnética estreou um suplemento especial e escolheu como primeiro tema os ilustríssimos ilustradores. Vale a pena conferir (toda a revista).
quarta-feira, 21 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Em Évora








Na quarta-feira passada fui até Évora, ao Externato Infanta D. Maria. A Isabel já lá tinha estado e tinha falado da sua visita aqui. O externato também já tinha sido mencionado aqui, a propósito de uma actividade que foi feita com o "Coração de Mãe".
Desta vez fizemos auto-caixas-retratos-portáteis para guardar coisas boas e importantes.
(a partir do "Primeiro Gomo da Tangerina").
Obrigado por nos terem recebido tão bem, por fazerem tudo com tanto entusiasmo.
Ficamos sem palavras (depois ainda hei-de mostrar outras coisas que se fizeram na escola).
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O Primeiro Gomo da Tangerina
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A Crescer (revista brasileira para pais e filhos) publica todos os anos uma lista com os 30 melhores livros infantis. A selecção conta com especialistas em literatura infantil e o olhar atento (e crítico) da equipa. Depois de 3 meses de um árduo processo selectivo, o artigo despontou nas bancas em Junho (e adivinhem quem estava em São Paulo nessa altura?).
Para saber mais sobre o assunto, vale a pena visitar o site da revista.
O Pê de Pai, editado no Brasil pela Cosacnaify, lá figura.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
O menino
"O menino nasceu e começou a mexer.

Ao mexer-se, mexia com o ar que lhe embrulhava o corpo.
Disseram-lhe para não ser irrequieto.
Disseram-lhe que devia apenas respirar.
Mexer: pensar com o corpo.
Respirar: verbo que nos ajuda a dizer todos os outros.
O menino começou a falar e a perguntar.
Porque não se mexem os móveis, as casas?
Porque não se mexem as pessoas, as árvores?
O ar pesado e quieto da resposta muda deixava-o inquieto.
Perguntar: querer saber sabendo o que se quer.
Inquietar: lembrar sempre de nunca esquecer."

Do livro novo das edições eterogémeas, La Briza del Brizo.
Texto de Eugénio Roda, ilustrações de Gémeo Luís.
It's fucking beautiful (desculpem, mas não arranjei um adjectivo melhor).
terça-feira, 13 de julho de 2010
Pooka+






É uma revista, veio do Japão, dedica-se ao mundo dos livros e da ilustração. Tenho dois números e cada um deles foi ilustrado na íntegra por um atelier de design/ilustração. Mas não me parece que seja essa a norma (espreitei outros que eram feitos por vários ilustradores).
E, infelizmente, o meu japonês não dá para perceber mais nada. Mas as imagens são uma linguagem (quase) universal, não são precisas traduções nem explicações. E estas olham-se muito bem.
O site da Pooka+ é aqui (japanese only).
O site do atelier que fez este número (e que trabalhou em várias capas da revista): 100% orange.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Meu Vizinho Animado
Na Cosac Naify* fizeram uma animação com os desenhos do "Meu Vizinho É Um Cão". Check it out.
Também organizaram um concurso no Twitter em que os leitores eram convidados a escrever histórias sobre vizinhos em capítulos. Já tem um vencedor: Alexandre Staut, que escreveu sobre o vizinho que tinha pés leves e mãos pesadas. Pode ler-se aqui.
* A Cosac editou no Brasil o "nosso" Vizinho, como a Isabel já tinha contado a-q-u-i-
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Escrever à mão



Parece que na ESE de Lisboa há uma caixa velhinha de cartão onde estão guardadas estas fichas.
Numa altura em que não havia fotocópias, muito menos scanners e impressoras, Matilde copiava à mão poemas de diferentes autores para dar às alunas do Magistério.
Mandaram-nos algumas digitalizações (obrigada!) e tivémos mesmo de as partilhar (usar este verbo até soa mal. Passar poemas à mão, uma cópia para cada pessoa não é a mesma coisa que fazer upload e mostrá-los a quem estiver desse lado. Mas o dicionário não faz essa distinção...)
Matilde Rosa Araújo: Aqui um texto de José António Gomes, e aqui a notícia do Público com vários artigos relacionados. A reportagem feita pela Rita Pimenta está precisamente aqui.
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