sexta-feira, 6 de junho de 2014

Livros-do-dia para os próximos dias na Feira do Livro de Lisboa



Em cada dia, os livros do dia vão estar com desconto de 30%.

Aproveitem:

Sábado, 7: Histórias da Música em Portugal (Mário João Alves e Madalena Matoso)

Domingo, 8: Irmão lobo (Carla Maia de Almeida e António Jorge Gonçalves)

2.ª feira, 9: Siga a seta! (Isabel Minhós Martins e Andrés Sandoval)

3.ª feira, 10: Trocoscópio (Bernardo Carvalho)

4.ª feira, 11: Grande coisa (William Bee)

5.ª feira, 12: O mundo num segundo (Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho)

6.ª feira, 13: Nunca vi uma bicicleta e os patos não me largam (Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso)

Sábado, 14: O meu vizinho é um cão (Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso)

Domingo, 15: Grande coisa (William Bee)


Estamos no Pavilhão C13.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Novidades na Loja PT























Packs de postais, novas ilustrações e muitas outras novidades já disponíveis na loja do Planeta Tangerina.

Espreitem a nova montra.

Já temos saudades da Lagoa Pequena


Rita Pimenta e Vera Moutinho, do jornal Público, acompanharam o passeio-lançamento do "Lá Fora", na Lagoa Pequena, e a reportagem que fizeram dessa tarde, já nos deixou cheios de saudades...
O vídeo (mesmo muito bonito) pode ser visto no site do Público, aqui.

Ana Pessoa in Hamburg (a convite da embaixada portuguesa)

Auf Einladung der Botschaft von Portugal in Berlin wird Ana Pessoa in Hamburg sein am Samstag, 7. Juni, um über ihre Bücher zu sprechen. Diese Vorstellung ist Teil des Straßenfestes im Portugiesenviertel in Hamburg und des Kongresses "50 Jahre Portugiesische Immigration in Deutschland".


Weitere Informationen über diese Initiative sind zu finden unter:

http://www.hamburg-magazin.de/freizeit/events-strassenfeste/artikel/detail/portugal-feiert-an-alster-und-elbe.html

A convite da embaixada de Portugal em Berlim, Ana Pessoa estará em Hamburgo no sábado, 7 de junho, para falar sobre os seus livros. Esta apresentação faz parte da festa de rua no bairro português em Hamburgo e do congresso "50.º Aniversário da Comunidade Portuguesa na Alemanha".

 

Mais informações sobre esta iniciativa:
http://www.botschaftportugal.de/pt/component/content/article/460-comemoracoes-oficiais-do-dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-portuguesas-2014.html

terça-feira, 3 de junho de 2014

O que faz mexer a máquina

Na feira do livro (no sábado), a nossa Máquina-quase-automática-de-fazer-desenhos teve a sorte de ter maquinistas de primeira categoria que a manejaram com perícia, dedicação e imaginação.









segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ana Pessoa quase em direto de Bruxelas

Uma entrevista que podia ser supergigante mas não é.
(O problema é que na internet tudo parece supergigante)

No dia a seguir às eleições europeias, enviámos uma pergunta para Bruxelas.
Ainda a digerir o resultado das eleições europeias, Ana Pessoa respondeu.
Entretanto, enviámos-lhe mais uma pergunta. E quando a julgávamos imersa nos pensamentos mais profundos, Ana respondeu-nos em direto do balcão de uma chocolataria. À terceira pergunta, já Ana fazia a digestão do cacau e folheava livros de fotografia em plena livraria Taschen.
Por nós, até continuaríamos o pingue-pongue pelo resto da tarde, mas havia documentos importantes da Comissão Europeia à espera de tradução e a brincadeira teve de terminar.


Até agora os livros que escreveste são narrativas na primeira pessoa. Em O caderno vermelho da rapariga karateca escreves os pensamentos N, 14 anos, quase 15; neste último Supergigante corres alguns quilómetros dentro do corpo de Edgar, rapaz de 15 ou 16 anos. Como é estar na pele de um adolescente? São todos iguais ou isso é uma invenção nossa?


O Supergigante e a Karateca são narrativas na primeira pessoa. Aconteceram assim. Não fico muito tempo a refletir sobre os textos. Não me interessa muito de onde vêm nem para onde vão. Os textos acontecem. Nesse sentido, sou como o Edgar do Supergigante. Não sou muito de pensar. Os adolescentes são pessoas em estado bruto. Gosto de escrever na perspetiva de alguém que é assim mais bruto! Escrever na primeira pessoa permite escrever sem máscaras. São narrativas mais honestas.
A Karateca foi um texto especialmente difícil por ser um caderno. Estive para desistir. É um desafio escrever como um adolescente. Felizmente encontrei os meus diários da adolescência e (re)encontrei um registo cómico.

O que é que te surpreendeu mais nesses diários quando os voltaste a ler? Já lá estavas tu ou não te reconheces minimamente?

As reflexões, talvez. Não sabia que era tão introspetiva. Nem tão ridícula. Nem tão irónica! Ainda dei umas gargalhadas. Também me surpreenderam as histórias de que já não me lembrava e que na altura pareciam tão importantes. Era como ler um livro de ficção sobre mim.
Sinto uma grande proximidade e uma grande distância em relação a essa memória escrita. Mas agora já não me lembro muito bem. Tenho de ler outra vez!

Uma marca dos teus livros é o humor, a ironia, por vezes, até um certo sarcasmo... O mundo em que vivemos dá-te muita vontade de rir e gozar?

Tudo me dá vontade de rir. Acho que sou um bocado infantil. Agora estou numa loja de chocolates em Bruxelas e o senhor que me está a atender leva isto do chocolate muito a sério. Dá-me vontade de rir. O meu pai contava-me as histórias todas ao contrário quando eu era miúda. Era sempre a capuchinho que comia o lobo ou então a avó. Já acordei a meio da noite a dar uma gargalhada. Quando penso no Supergigante, também me dá vontade de rir. É como se publicar um livro fosse um grande disparate. Ou uma grande surpresa. Não sei bem.

Quando é que o Edgar, o rapaz Supergigante, apareceu na tua cabeça? Houve algum dia em que o viste, de esguelha, passar a correr ao teu lado?

Sim, houve. Estava a fazer um curso intensivo de holandês em Breda, na Holanda. Estive lá sozinha 2 semanas e estranhei muito aquele sítio, os holandeses, a língua. Sentia-me verdadeiramente sozinha e isso acabou por ser um sentimento bom. Um tempo para mim, para qualquer coisa nova.
Um dia fui ao cinema. Escolhi um filme francês, Le gamin au vélo. E gostei muito do filme, sobretudo das filmagens do rapaz na bicicleta, a ideia de liberdade, de um momento a sós, sempre em frente. E lembrei-me disso, de andar de bicicleta, de correr a abrir e de isso ser tão bom.
E nunca mais parei de pensar nisso. Num rapaz a correr (não na bicicleta). Tinha de ser um rapaz. Apetecia-me escrever sobre um rapaz. Andei meses a pensar no motivo. Porque está a correr sempre em frente?

Nesta história, e também na anterior, há um romance a acontecer, a querer ter um final feliz. As histórias de amor da adolescência dão bom material para um livro? Em que é que diferem das histórias de amor quando já somos adultos?

Penso que é tudo mais urgente quando és adolescente. E tudo é uma prova também. Estás a ser constantemente comparado com os teus irmãos, com os teus primos, com os teus amigos, com os teus colegas. Ainda estás a tentar perceber qual é o teu papel. E não estás bem sozinho. Precisas desse contraste para perceberes quem és. "Aquele faz assim, eu faço assado". O reconhecimento dos outros é fulcral. Queres ser compreendido e aceite, queres que gostem de ti, que cuidem de ti. Mas já não vão ser os teus pais a cumprir esse papel. Queres ser aceite e compreendido por pessoas como tu, pelos adolescentes como tu. E também queres compreender o outro e aceitá-lo, queres gostar de alguém e cuidar. Tudo é eterno e intenso, a vida dura para sempre, tens planos e sonhos e motivações, tudo é possível. E apaixonares-te por alguém reúne tudo isso, essa urgência, essa necessidade de concretização. E nada faz sentido se estiveres separado de quem gostas e isso é terrível, porque os adolescentes vivem necessariamente separados, vão de férias com os pais e têm de cumprir regras de um mundo de adultos que ainda não é o mundo deles. E portanto, sim. Acho que o amor/ a paixão na adolescência é um bom material. Os adultos não são tão interessantes. Já não têm a vida toda pela frente, não podem dizer o que lhes vem à cabeça, não podem desatar a correr, não acreditam tanto, estão desiludidos. Já nem sequer vão votar!

Mais sobre a Ana Pessoa, aqui.
Procurem o Supergigante e O caderno vermelho da rapariga karateca.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Planeta Tangerina na Feira do Livro de Lisboa




















O Planeta Tangerina está no pavilhão C13 da Feira do Livro, partilhando o espaço com os catálogos da Bruaá, Eterogémeas, Serrote, Bags of Books e Margarida Botelho.

Quem nos representa é a simpática e sempre impecável equipa da Prodidático.

Eis a lista de LIVROS DO DIA para os próximos dias, com DESCONTO de 30%:

Dia 30/5 (6.ª feira): Enquanto o meu cabelo crescia (Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso)

Dia 31/5 (sábado): O mundo num segundo (Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho)


Dia 1/6 (domingo): Quando eu nasci (Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso) 


Dia 2/6 (2.ª feira): Lá fora (Maria Ana Peixe Dias, Inês Teixeira do Rosário e Bernardo Carvalho) 


Dia 3/6 (3.ª feira): Olhe, por favor, não viu uma luzinha a piscar? (Bernardo Carvalho) 



Para além das novidades de que já falámos e das edições mais antigas, vai ainda estar disponível esta relíquia, esgotada há alguns anos, mas que chega hoje da gráfica na sua 2.ª edição:




















(Um dia na praia, de Bernardo Carvalho) 


Já amanhã, sábado, vamos ligar a Máquina-quase-automática-de-fazer-desenhos.

A proposta é esta:


Achas que desenhar é difícil? 

Sentes que os teus desenhos nunca saem como gostarias?

Ou, pelo contrário, achas que desenhar é a coisa mais fácil do mundo?

Esta máquina é para todos os tipos de desenhadores: 

os que acham que não têm jeito nenhum, 

os que se safam mais ou menos 

e também aqueles que se sentem os maiores artistas do mundo.




 















Vem experimentar o botão dos auto-retratos, o programa de fazer gelados ou o filtro de esverdear o mundo. Estão todos na máquina-quase-automática-de-fazer-desenhos que o Planeta Tangerina vai ligar, no sábado, 31/5, a partir das 16.30, junto ao pavilhão C13. 


 Façam-nos uma visita. Não faltam boas razões!

terça-feira, 27 de maio de 2014

A semana de todas as novidades

Esta semana já aterraram naves espaciais no Planeta Tangerina, já abrimos a porta a um rapaz que corria há várias horas (e que se tornou "Supergigante"), já recebemos a 2.ª edição do "Irmão Lobo" e 3.ª edição de "O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca". O mais incrível é que a campainha continua a tocar e as paredes do armazém a esticar-se para receber novidades.


Desta vez chegou um álbum ilustrado.
Chama-se "Com o tempo" e é uma obra a 4 mãos, assinada pela Isabel Minhós Martins e pela Madalena Matoso. Aqui ficam a capa e algumas páginas do interior para abrir o apetite.


























Todos já demos por isso: o tempo está sempre a passar, a passar, a passar... 
 E nós, com ele, também vamos passando, por tudo e por mais alguma coisa. 
 O tempo muda-nos. Muda as coisas à nossa volta. Transforma tudo. 
Com o tempo, percebemos isso.





























Escusado será dizer que este livro (e as restantes novidades) já estão a caminho das melhores livrarias e do nosso pavilhão na Feira do Livro (C13!).
Todas as novidades estão também já disponíveis na nossa loja online.

Ah! Lá está a campainha a tocar de novo... O que será desta vez?

segunda-feira, 26 de maio de 2014

10.9.8.7.6.5.4.3.2.1 — Chegou o Space Walk!


























Take your protein pills and put your helmet on.

Acabadinho de chegar, aí está o novo jogo de tabuleiro Planeta Tangerina/Morapiaf.
Há naves em órbita que avançam de planeta em planeta e que não podem cair nos buracos negros ou perdem-se para sempre.
Um jogo que quanto mais se joga, mais se quer jogar.

(Peças de madeira, acabamentos perfeitos: estamos contentes).

Disponível aqui.
Da mesma coleção: Savannah Café.

Run









































...

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Para a semana chega o Edgar





































Edgar corre a toda a velocidade e deixa tudo para trás: a família, a escola, os amigos. Hoje é o dia mais triste da sua vida porque o avô desapareceu, mas é também o dia mais feliz porque Joana o beijou pela primeira vez.
 
Nesta estrada sempre em frente, Edgar tropeça nas suas reflexões, nos almoços de família, nas gargalhadas dos amigos e nas longas conversas com Joana.
À medida que avança, Edgar torna-se cada vez maior. A certa altura não cabe dentro do seu corpo. É um monstro. É uma explosão contínua. 

É supergigante. 

Ana Pessoa, autora de "O caderno vermelho da rapariga karateca", regressa com uma história sempre em frente. 

Em "Supergigante", o leitor corre contra o vento, contra o chão, contra tudo. Acelerem o passo e não percam o fôlego. A corrida de Edgar já vai a meio.

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"Supergigante" é o terceiro volume da coleção Dois Passos e Um Salto, a coleção do Planeta Tangerina para leitores mais crescidos. Em breve poderão encontrá-lo nas melhores livrarias (e também na Feira do Livro de Lisboa).

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O Supergigante vem a caminho (saiam da frente)

























Eu nem sequer pertenço aqui, a este parque de estacionamento, a esta história, tudo isto é um mero acaso e as minhas mãos são iguais às do meu avô e eu não sei porquê. Eu tenho 16 anos e nem queria morar neste sítio, no Planeta Terra, nesta terra de gente, num prédio de esquina com duas moradas. 


Eu sou uma máquina de correr. Inspiro assim, expiro assado, atingi agora a minha velocidade máxima. Os meus braços apontam em frente, o coração aponta em frente e os olhos também.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Não se atrasem (vem aí o Supergigante)


























Eu corro no meio do asfalto, porque não há um passeio aqui nem uma berma, é só uma estrada sempre em frente. 
Não sei se estou a fugir de alguém ou se vou atrás de alguma coisa. É como se tivesse chegado atrasado à minha própria história e se calhar foi mesmo assim. Um medo de não-sei-quê na garganta, um medo que afinal está em todo o lado, pum-pum, pum-pum, na minha cabeça, nos meus ouvidos, o medo a chilrear nas árvores e eu nunca olho para trás.

Respirem fundo (vem aí o Supergigante)

























O meu coração é enorme e qualquer coisa acontece. Qualquer coisa essencial: uma trepidação, um terramoto.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Acelerem o passo (vem aí o Supergigante)
























Eu corro contra o vento e o vento corre contra mim. Os meus cabelos ficam frios, os meus braços e o meu peito também, sinto um arrepio na espinha. É um arrepio bom. A minha pele acorda para a vida por causa deste arrepio na espinha.

Preparem-se para a corrida...















terça-feira, 13 de maio de 2014

"Ir e Vir" : melhor livro de divulgação em Itália




O livro "Ir e Vir" (Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho), na edição italiana de La Nuova Fronteira Junior, ganhou o Prémio Andersen na categoria "Melhor Livro de Divulgação".

Palavras do júri:

Per un libro fortemente insolito capace di offrirci, assieme, un’ardita sintesi sulla evoluzione dell’uomo, un risentito approccio ecologico e una sorta di elogio della lentezza.
Per la non comune forza grafica e la suadente, vivissima bellezza di immagini calde ed eleganti.


 


O Prémio Andersen é o mais importante prémio italiano dedicado a livros para crianças, atribuído anulamente pela revista Andersen. Desde 1982, distingue as melhores obras do ano editorial, dando uma atenção particular às produções mais inovadoras e originais.

Todos os vencedores de 2014, aqui.

Alfredo Keil



























O mpmp (movimento patrimonial pela música portuguesa) está a tentar reunir financiamento para um projeto inédito de gravação de obras de Alfredo Keil. Saber mais aqui e aqui.


(e assim era a Praia das Maçãs)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Mapa com pistas para visitar a Lagoa Pequena

Quem não conseguiu acompanhar-nos no passeio-lançamento do "Lá Fora", pode sempre visitar a Lagoa Pequena numa outra tarde. Recomendamos mesmo!

Aqui fica o mapa com as pistas que seguimos ontem:


Cliquem para ampliar e imprimir.

Como ontem explicámos, a natureza está sempre em movimento e é natural (literalmente) que algumas destas pistas desapareçam, que no seu lugar apareçam outras, que em locais não assinalados consigam ver (ouvir ou cheirar) outras descobertas.

Informações úteis sobre a Lagoa Pequena, aqui.

Que dia tão bom 5 (as fotos do Paulo)




Que dia tão bom 4 (as fotos do Nuno)
























Fotos 1, 2, 3 e : todos à procura de pistas, na terra, no ar e na água.
Foto 4: a Inês durante a apresentação que fizemos antes da partida.