Saíram há poucos dias as listas do Plano Nacional de Leitura 2014.
O Planeta Tangerina tem novos livros recomendados:
- "Irmão Lobo", de Carla Maia de Almeida (ilustrações de António Jorge Gonçalves), recomendado para o 3.ª Ciclo, Leitura Autónoma;
- "Este livro está a chamar-te", de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, recomendado para Leitura em Voz Alta para o Pré-escolar;
- "Olhe, por favor não viu uma luzinha a piscar! Corre, coelhinho, corre", de Bernardo Carvalho, recomendado para o Pré-escolar (Leitura com Apoio de Pais e Educadores);
- "Uma onda pequenina", de Isabel Minhós Martins e Yara Kono, recomendado para o Pré-escolar (Leitura com Apoio de Pais e Educadores).
Todas as Listas de Livros recomendados, aqui:
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/livrosrecomendados.php?idLivrosAreas=38
segunda-feira, 21 de julho de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Supergigante: explosão entre a primeira perda e o primeiro beijo
O site Garatujas Fantásticas garatujou sobre o Supergigante.
O texto é de Roberto Almeida.
(...)
A jornada de Edgar é intensa e exige do leitor. O texto em primeira pessoa, em fluxo de consciência, foi construído com bastante esmero entre repetições, confusões e distorções cronológicas. A relação com o avô entra em xeque, assim como a relação com os amigos, com os pais e com um primeiro amor. Ou seja, nos campos mais importantes da vida, Edgar está em ebulição e uma explosão é iminente. Vive o presente entre a primeira morte e o primeiro beijo.
Aqui, o texto completo.
O texto é de Roberto Almeida.
(...)
A jornada de Edgar é intensa e exige do leitor. O texto em primeira pessoa, em fluxo de consciência, foi construído com bastante esmero entre repetições, confusões e distorções cronológicas. A relação com o avô entra em xeque, assim como a relação com os amigos, com os pais e com um primeiro amor. Ou seja, nos campos mais importantes da vida, Edgar está em ebulição e uma explosão é iminente. Vive o presente entre a primeira morte e o primeiro beijo.
Supergigante traz um subtexto magnífico de temporalidade.
Ana joga com a noção de presente, passado e futuro em paralelo com construções
de identidade do personagem principal, que gosta de contar histórias começando
pelo fim. O garoto tropeça entre viver o passado, entender o presente e
escolher um futuro de acordo com a maneira que se enxerga e se posiciona no
mundo. Com a palavra, o próprio Edgar:
“Não sei se estou a fugir de alguém ou se vou atrás de
alguma coisa. É como se tivesse chegado atrasado à minha própria história e se
calhar foi mesmo assim.”
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terça-feira, 15 de julho de 2014
Estamos a ser bombardeados



Quem já nos visitou, sabe que temos um pequeno quintal nas traseiras do escritório (como dizem os meus amigos do Porto). Para além da sorte que é este quintal, temos a sombra de várias árvores plantadas pelo antigo proprietário, e temos ainda a fruta quando chega o verão.
As árvores não têm grandes cuidados, uma poda muito de vez em quando e uma rega rápida nos dias mais quentes é suficiente para darem muita fruta. Tanta que nesta altura do ano não temos mãos a medir. Entre junho e agosto há ameixas vermelhas, ameixas amarelas e rainhas-cláudia (também há nêsperas, mas não com a mesma saúde). Depois, lá mais para setembro, chegam os figos que caem como bombas sobre a mesa onde almoçamos.

Aqui estão eles a encher-se de açúcar e de sol. O bombardeamento está prestes a começar...
São servidos?
segunda-feira, 14 de julho de 2014
"Supergigante" entre as sugestões do jornal Expresso
O "Supergigante" foi uma das sugestões de verão do Jornal Expresso deste fim de semana.
O texto é de Sara Figueiredo Costa.
Jornal Expresso/ Revista Atual/ 12.07.2104
Jornal Expresso/ Revista Atual/ 12.07.2104
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sexta-feira, 11 de julho de 2014
Criaturas
No dia 17, venham fazer criaturas estranhas connosco.
Un petit atelier, para todas as idades na Casa Independente, na festa de lançamento dos livros "Supergigante" e "Com o Tempo".
Un petit atelier, para todas as idades na Casa Independente, na festa de lançamento dos livros "Supergigante" e "Com o Tempo".
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quarta-feira, 9 de julho de 2014
"Com o tempo" no Deus me livro (por Andreia Rasga)
O tempo é o que fazemos com ele: estarmos juntos, aprendermos algo novo,
conhecermos alguém que gostamos, sentir uma emoção diferente. O tempo
passa mas tudo o que vivemos com ele pode ficar para sempre.
Continuar a ler.
Continuar a ler.
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segunda-feira, 7 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Ana Pessoa e o Supergigante na Universidade do Minho

Ana Pessoa vai estar hoje na Universidade do Minho, em Braga, a apresentar o seu último livro Supergigante (coleção Dois passos e um salto, com ilustrações de Bernardo Carvalho).
A apresentação faz parte da 10.ª edição dos Encontros Li — Investigação em Leitura, Literatura Infantil e Ilustração e está inserida nas atividades abertas à comunidade que têm lugar, hoje, a partir das 18.30 no Campus de Gualtar (e que inclui também uma homenagem a Teresa Calçada, até recentemente responsável pela Rede de Bibliotecas Escolares).
Vale a pena ir até ao Li (o programa completo, aqui).
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terça-feira, 1 de julho de 2014
"Com o tempo" nos Hipopótamos na Lua
A princípio estranha-se. Porque são muitos e
fabulosos. Com o tempo entranha-se e ficamos viciados... São os livros do
Planeta Tangerina! O último, com texto de Isabel Minhós Martins e
ilustrações de Madalena Matoso, não foge à regra.
O tempo, ou a sua passagem, volta a ser a temática. De forma
aparentemente simples, a cada página são evidenciados os efeitos do seu decurso
sobre pequenas coisas de todos os dias. À boleia do tempo, vamos observando a
sua própria medida de duração, as suas mutações, a ordem de grandeza...
Um livro onde reconhecemos as etapas. O crescimento e o
envelhecimento como pólos de um ciclo onde tudo se revela transitório,
efémero... Mas onde cada etapa adquire uma importância específica, que só
o tempo poderá relativizar.
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"Com o tempo", por Andreia Brites
N'O Bicho dos Livros, Andreia Brites escreve sobre o livro "Com o tempo":
Nem de propósito, depois do último post chegou ao Bicho dos Livros o mais recente álbum do Planeta Tangerina. Com o Tempo tem texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Madalena Matoso e recupera um tema que é caro à equipa do Planeta: o tempo.
Depois de Um Livro para Todos os Dias, O Mundo num Segundo, Depressa Devagar ou Ir e Vir, Com o Tempo apresenta situações que ilustram a duração, a sucessão, o ciclo, a transformação e a permanência. É a ideia filosófica, ontológica e epistemológica da relatividade, do eterno retorno, da inevitabilidade. Recorrendo ao senso comum da experiência de todos os dias, texto e imagem caminham a par, num diálogo que desvenda essa simplicidade tão complexa que nos deixa sensações múltiplas, tantas vezes paradoxais.
Nem de propósito, depois do último post chegou ao Bicho dos Livros o mais recente álbum do Planeta Tangerina. Com o Tempo tem texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Madalena Matoso e recupera um tema que é caro à equipa do Planeta: o tempo.
Depois de Um Livro para Todos os Dias, O Mundo num Segundo, Depressa Devagar ou Ir e Vir, Com o Tempo apresenta situações que ilustram a duração, a sucessão, o ciclo, a transformação e a permanência. É a ideia filosófica, ontológica e epistemológica da relatividade, do eterno retorno, da inevitabilidade. Recorrendo ao senso comum da experiência de todos os dias, texto e imagem caminham a par, num diálogo que desvenda essa simplicidade tão complexa que nos deixa sensações múltiplas, tantas vezes paradoxais.
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As escolhas da revista Emília

A equipa da Emília, revista digital brasileira dedicada à literatura infanto-juvenil, fez pela primeira vez uma seleção dos melhores livros de 2013. A seleção deu origem a dois grupos de livros com títulos irresistíveis: uma primeira seleção a que chamou "Arrebatadores" e uma segunda escolha de títulos considerados "Imperdíveis".
Gostámos de saber que a edição brasileira de "Enquanto o meu cabelo crescia" (Peirópolis) foi considerada imperdível!
Vale a pena ler o documento com a listagem completa de livros selecionados, que inclui também uma apresentação detalhada da equipa, o método e critérios seguidos para esta seleção.
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Vencedores do Passatempo Supergigante
O júri já deu o veredicto!
Os vencedores do passatempo Supergigante são:
Rui Silva, de Lisboa;
Cláudia Coimbra, de Lisboa;
e Maria Cristina Itozaku, de Florianópolis, Brasil.
Obrigada a todos os que participaram (recebemos textos fantásticos, a escolha foi renhida).
Aos vencedores, parabéns! O Supergigante já começou a corrida até vossas casas.
Aqui ficam os textos selecionados:
Na casa dos meus avós existia um azulejo que avisava "não corras tanto que o tempo não acaba". Eu nunca lhe liguei e por isso passei metade da minha vida a correr. A única diferença é que corria dentro de água. A natação é uma forma especial de correr; a água esconde o suor e chegamos quase sempre ao mesmo ponto de onde partimos. Eu corria dentro de água e gostava. Sempre que me atirava à piscina corria como se não houvesse amanhã, vingando-me do andar e do correr desajeitado que tinha (e tenho) fora dela. Mais tarde passei a correr no mar, ajudado pela inclinação e a espuma das ondas. Não há corrida mais bonita. Quem corre nas ondas acaba sempre o dia com um sorriso na cara de olhos vermelhos, salgados pelo mar. Eu corria que me fartava e o tempo não acabava. Por vezes até o sentia esticar. Os meus avós abanavam a cabeça mas eu respondia acelerando. Até que de repente parei. Deixei de correr. Na piscina e nas ondas. As corridas aquáticas foram arrumadas na prateleira de cima do fundo da arrecadação e passaram à condição de memórias. Nos dias que correm a agitação é outra e os únicos que vejo correr de verdade são os meus dois sóis, que têm bicho-carpinteiro: aceleram, pulam, caem e levantam-se. Não há dia que não deseje seguir-lhes o exemplo. Acho que ainda vou a tempo.
Os vencedores do passatempo Supergigante são:
Rui Silva, de Lisboa;
Cláudia Coimbra, de Lisboa;
e Maria Cristina Itozaku, de Florianópolis, Brasil.
Obrigada a todos os que participaram (recebemos textos fantásticos, a escolha foi renhida).
Aos vencedores, parabéns! O Supergigante já começou a corrida até vossas casas.
Aqui ficam os textos selecionados:
Na casa dos meus avós existia um azulejo que avisava "não corras tanto que o tempo não acaba". Eu nunca lhe liguei e por isso passei metade da minha vida a correr. A única diferença é que corria dentro de água. A natação é uma forma especial de correr; a água esconde o suor e chegamos quase sempre ao mesmo ponto de onde partimos. Eu corria dentro de água e gostava. Sempre que me atirava à piscina corria como se não houvesse amanhã, vingando-me do andar e do correr desajeitado que tinha (e tenho) fora dela. Mais tarde passei a correr no mar, ajudado pela inclinação e a espuma das ondas. Não há corrida mais bonita. Quem corre nas ondas acaba sempre o dia com um sorriso na cara de olhos vermelhos, salgados pelo mar. Eu corria que me fartava e o tempo não acabava. Por vezes até o sentia esticar. Os meus avós abanavam a cabeça mas eu respondia acelerando. Até que de repente parei. Deixei de correr. Na piscina e nas ondas. As corridas aquáticas foram arrumadas na prateleira de cima do fundo da arrecadação e passaram à condição de memórias. Nos dias que correm a agitação é outra e os únicos que vejo correr de verdade são os meus dois sóis, que têm bicho-carpinteiro: aceleram, pulam, caem e levantam-se. Não há dia que não deseje seguir-lhes o exemplo. Acho que ainda vou a tempo.
Rui Silva
- - -
UMA BIOGRAFIA QUASE LENTA
A minha mãe
correu para me ter mas eu nasci devagar. Nasci de uma mãe agitada com pressa de
viver, daquelas que nos pegam pela mão e atravessam as ruas na diagonal, que têm
dois trabalhos mas arranjam tempo para brincar no chão, fazer rissóis e mil
folhos em vestidos que eu não queria usar. A minha mãe corre. Eu contemplo.
Quando queria viajar bastava dar-lhe a mão e levantar os pés do chão, como quem
apanha um autocarro que está mesmo, mesmo a partir e lá ia eu meio a voar. No
dia em que caiu a trovoada na praia e houve a debandada, fiquei a comer gelado
na areia. Vi o Índico escurecer, as pingas mornas a derreterem o doce do gelado
e eu a lamber os lábios salgados de mar. E todos aqueles protões e neutrões que
apanhei me transformaram. Continuo a contemplar e em vez de correr, arranjei
muitos braços com que estou em todo lado. Com uma mão ponho um penso num
joelho, pouso outra no queixo para ler histórias, mexo a sopa de beterraba com
a terceira, arranjo mais duas para verificar piolhos vindos da escola, tenho
aquela que faz cócegas e muitas outras de que precise. Para não correr arranjei
esta maneira. Só corro quando vêm as trovoadas, para chegar à praia ou ao topo
da montanha e poder agarrar aquela energia toda que mantém os mil braços a
funcionar.
Cláudia Coimbra
- - -
Meu desempenho na largada foi impecável:
nasci antes mesmo de nascer o sol, às quinze para as cinco da manhã. Meus irmãos
e irmãs vieram muito depois, respeitando intervalos de três anos para que minha
mãe pudesse respirar. Como a maioria das crianças, preferia correr a andar e
ficava torcendo para o meu pai ultrapassar os outros carros quando saíamos para
passear. No primeiro ano, fui campeã de velocidade em letra-de-mão: terminava
todas as cópias, exercícios e ditados antes de qualquer um. Por isso, passei o
segundo ano fazendo trabalho extra no caderno de caligrafia, até que os meus
garranchos se tornassem legíveis. A partir daí, alguma coisa desandou. Acho que
era difícil correr com a cabeça enfiada num livro. Na adolescência, fiz parte
de um duo conhecido na família como “Devagar-e-Quase-Parando”, até que a minha
prima optou pela carreira solo, alegando que eu era um atraso de vida. Só fui
me recuperar ao compor o pódium das primeiras gestações entre as garotas da
minha geração. Foi uma chegada emocionante: as três primas-de-segundo-grau
chegaram ao mundo num período de cinco meses. Fiquei com a medalha de prata.
Hoje, tento manter presente a ideia de que não se pode viver das glórias do passado.
Chegando aos cinquenta, me consola a verdade incontestável de que pra baixo
todo santo ajuda. Sinto que vou, lenta mas seguramente, ganhando momento. Hora de
consultar o livro dos recordes.
Maria Cristina Itokazu
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Prémio Nacional de Ilustração 2013
António Jorge Gonçalves é o vencedor do Prémio Nacional de Ilustração 2013 com as ilustrações para o livro "Uma escuridão bonita" (texto de Ondjaki, edição Caminho).
Este ano, o júri também atribuiu duas menções honrosas: uma às ilustrações de Yara Kono para o livro "Uma onda pequenina" (texto de Isabel Minhós Martins), editado pelo Planeta Tangerina e outra ao trabalho de João Fazenda para o livro "O pai mais horrível do mundo" (texto de João Miguel Tavares, edição Esfera dos Livros).
António Jorge Gonçalves também faz parte do catálogo do Planeta Tangerina. É ele que assina as ilustrações do livro "Irmão lobo", com texto de Carla Maia de Almeida, da nossa coleção Dois Passos e Um Salto.
Aos vencedores, Bravo!
Este ano, o júri também atribuiu duas menções honrosas: uma às ilustrações de Yara Kono para o livro "Uma onda pequenina" (texto de Isabel Minhós Martins), editado pelo Planeta Tangerina e outra ao trabalho de João Fazenda para o livro "O pai mais horrível do mundo" (texto de João Miguel Tavares, edição Esfera dos Livros).
António Jorge Gonçalves também faz parte do catálogo do Planeta Tangerina. É ele que assina as ilustrações do livro "Irmão lobo", com texto de Carla Maia de Almeida, da nossa coleção Dois Passos e Um Salto.
Aos vencedores, Bravo!
terça-feira, 24 de junho de 2014
PACKS DE LIVROS A NÃO PERDER
Até ao próximo dia 6 de julho, a loja está em saldos.
Para comemorar a chegada do verão, organizámos uma campanha com 8 packs de 3 livros, em que o 3.º é oferta da casa.
Campanha válida entre 24/6/2014 e 6/7/2014, limitada ao stock existente.
(Oferta do livro de valor mais baixo.)
Espreitem aqui: www.planetatangerina.com/pt/loja
Para comemorar a chegada do verão, organizámos uma campanha com 8 packs de 3 livros, em que o 3.º é oferta da casa.
Campanha válida entre 24/6/2014 e 6/7/2014, limitada ao stock existente.
(Oferta do livro de valor mais baixo.)
Espreitem aqui: www.planetatangerina.com/pt/loja
quarta-feira, 18 de junho de 2014
AVISO: este passatempo vai passar a correr

A ideia é que este passatempo passe a correr. Por isso, se querem evitar tendinites, respirações descontroladas e respetivas dores de burro, é bom que comecem o aquecimento.
No post anterior, divulgámos as biografias de Ana Pessoa e Bernardo Carvalho escritas ao ritmo acelerado dos passos de Edgar para o livro Supergigante.
Agora, desafiamos os nossos leitores-corredores a escrever uma autobiografia no espírito das anteriores, lembrando-se das corridas que fizeram, das fugas para a frente, das paragens mais significativas, dos cansaços, lesões e desistências e também das recuperações mais memoráveis, da chegada à meta, das grandes e pequenas vitórias.
Os textos devem ser enviados até dia 22/6 para o endereço: shop@planetatangerina.com, não devendo ultrapassar as 240 palavras.
Ana Pessoa e Bernardo Carvalho selecionarão os três melhores textos recebidos.
Aos vencedores teremos o prazer de enviar um exemplar do Supergigante, com uma autógrafo personalizado pelos autores.
Deixem-se de preguiças e deem o vosso melhor: corram, o Supergigante merece!
Ana Pessoa e Bernardo Carvalho: Biografias a correr
Ana Pessoa
Nasci a correr numa madrugada de 1982, estava com
pressa. Achavam que ia chegar atrasada mas afinal adiantei-me. Quando era
pequena, corria com os pés tortos, mas depois fui ao sítio e já ninguém me
parou.
Sempre gostei de andar pelo meu próprio pé. Ainda hoje é assim: vou a
pé para todo o lado.
Nas aulas de Educação Física, as corridas de aquecimento
eram as minhas preferidas.
O corpo estava quente e frio ao mesmo tempo, o
campo de futebol era muito comprido. Eu corria e imaginava que era um leopardo.
Tinha uma longa cauda e percorria a savana a 50 km/hora. Graças às minhas
quatro patas e ao meu corpo às pintinhas, ganhei várias medalhas em
corta-matos. Era rápida e resistente.
Agora já não tenho uma longa cauda e só
corro para apanhar o comboio ou então uma história qualquer que esteja a fugir.
Desde pequena que escrevo num grande alvoroço. Cheguei a Bruxelas em 2007 e
criei um blogue (belgavista.blogspot.com), onde tenho escrito apontamentos acelerados. Em 2012 publiquei o meu primeiro
livro, O caderno vermelho da rapariga karateca. Nesse ano, uma história Supergigante
agarrou-me pela mão e eu andei a correr atrás dela dentro da cabeça.
Bernardo Carvalho
A minha mãe chamava-me destravado (sem
travões). Eu adorava correr e costumava vir a correr da escola, nem sei bem
porquê. Os cães vadios viam-me passar a correr e começavam a correr atrás de
mim e eu corria ainda mais depressa. Tinha imensa vergonha que as outras pessoas
me vissem a correr daquela maneira, porque podiam pensar que corria para fugir
dos cães, o que também era um bocado verdade, mas na verdade, verdadinha eu já
tinha começado a correr antes de correr a fugir dos cães. Eu corria tanto que
sentia a mochila a afastar-se das minhas costas (em vez de me dar coices no
rabo com o peso dos livros, voava atrás de mim, só presa pelas alças, sabes? Eu
achava, e ainda acho, que só eu é que conseguia imprimir tanta velocidade para
se dar este fenómeno, por isso é normal que não saibas). Normalmente eu era
mais rápido do que os cães porque muitas vezes eles desistiam ao fundo da rua.
Mas havia dias em que não desistiam e eu tinha de entrar em cafés a correr, e
uma vez entrei numa escola de condução a correr. Eu sentia muito mais vergonha
que cansaço. Fui apanhado duas vezes (pelos cães). Há certas ruas, na Parede,
em que ainda não passo por causa dos cães. Tenho saudades de correr. Todos os
dias.
Para quem quiser saber mais: Ana Pessoa e Bernardo Carvalho em passo moderado (biografias oficiais).
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Com o tempo (e os velhinhos de Albernoa)
As Conversas Andarilhas fazem parte do projeto de leitura em meio rural implementado no terreno pela Biblioteca Municipal de Beja, para levar palavras, livros e histórias a 18 freguesias rurais do distrito.
Pelo contexto, poderíamos imediatamente ser levados a pensar que a ideia seria chegar às crianças das aldeias, mas a Biblioteca de Beja já há muito que o faz. Desta vez (e bem!) quem tem prioridade são as camadas seniores, os velhinhos alentejanos, a quem não faltarão certamente histórias para contar, mas a quem não faltará também o prazer de ouvir uma história vinda de fora.
Na fotografia, as fantásticas Cristina Taquelim e Brú Junça com os velhinhos da freguesia de Albernoa, lendo o novo livro do Planeta Tangerina Com o tempo.
(Não imaginam como ficámos orgulhosos de vos ter como leitores.
Do Planeta Tangerina, abraços para todos.)
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Festa Supergigante a 2039 km daqui

Margarida Góis esteve ontem, em Bruxelas (cidade onde vive Ana Pessoa), a apresentar o livro Supergigante.
As salas da livraria Orfeu, ponto de encontro da literatura portuguesa na capital belga, encheram-se de amigos, leitores, leitores-amigos e amigos-leitores.
Com muita pena, a equipa do Planeta Tangerina não se juntou à festa (2039 quilómetros ainda são 2039 quilómetros), mas já prometemos desforra...

Porque acreditamos que Lisboa nunca ficará atrás de Bruxelas no que diz respeito a festas, marcámos nova festa Supergigante em terras lusas: dia 17 de Julho, na Casa Independente, a apresentação do novo livro de Ana Pessoa estará a cargo de Afonso Cruz.
O nosso agradecimento a Margarida Góis (pela apresentação), a Isabel Vidal (pela leitura de excertos) e a Joaquim Pinto da Silva, responsável pela Livraria Orfeu.
Mais próximo da data, daremos mais detalhes sobre a apresentação em Lisboa.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Planeta Tangerina no ELCAF

O Planeta Tangerina vai estar na 3.ª edição do ELCAF (East London Comics and Arts Festival) que se realiza já no próximo sábado, 14 de Junho.
Durante um dia, o ELCAF reúne no mesmo espaço artistas e editores do mundo da ilustração e do cartoon, propondo, para além da venda de livros e ilustrações, sessões de autógrafos, atividades para todas as idades e um programa de conversas com alguns dos participantes.
Se estiverem em Londres e arredores, façam-nos uma visita.
Mais informações sobre o ELCAF, aqui.
Como se chega lá, horários, bilhetes, etc: aqui.
Imagens da edição de 2013:
Uma onda pequenina em Serpa
O fundo que começou por ser parede era agora só de mar.


Em Serpa, os meninos mergulharam, nadaram para cá e para lá, encontraram peixes, algas e rochas que dormiam no fundo de uma página.
A exposição Uma onda pequenina fica em Serpa até o dia 28 de junho, na Biblioteca Municipal de Serpa. Mais informações, aqui.



Em Serpa, os meninos mergulharam, nadaram para cá e para lá, encontraram peixes, algas e rochas que dormiam no fundo de uma página.
A exposição Uma onda pequenina fica em Serpa até o dia 28 de junho, na Biblioteca Municipal de Serpa. Mais informações, aqui.
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segunda-feira, 9 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Livros-do-dia para os próximos dias na Feira do Livro de Lisboa
Em cada dia, os livros do dia vão estar com desconto de 30%.
Aproveitem:
Sábado, 7: Histórias da Música em Portugal (Mário João Alves e Madalena Matoso)
Domingo, 8: Irmão lobo (Carla Maia de Almeida e António Jorge Gonçalves)
2.ª feira, 9: Siga a seta! (Isabel Minhós Martins e Andrés Sandoval)
3.ª feira, 10: Trocoscópio (Bernardo Carvalho)
4.ª feira, 11: Grande coisa (William Bee)
5.ª feira, 12: O mundo num segundo (Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho)
6.ª feira, 13: Nunca vi uma bicicleta e os patos não me largam (Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso)
Sábado, 14: O meu vizinho é um cão (Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso)
Domingo, 15: Grande coisa (William Bee)
Estamos no Pavilhão C13.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Novidades na Loja PT
Packs de postais, novas ilustrações e muitas outras novidades já disponíveis na loja do Planeta Tangerina.
Espreitem a nova montra.
Já temos saudades da Lagoa Pequena
Rita Pimenta e Vera Moutinho, do jornal Público, acompanharam o passeio-lançamento do "Lá Fora", na Lagoa Pequena, e a reportagem que fizeram dessa tarde, já nos deixou cheios de saudades...
O vídeo (mesmo muito bonito) pode ser visto no site do Público, aqui.
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