
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Desafio para as férias: impressionar o Billy!
O Billy é um miúdo mimado que não se deixa impressionar por qualquer coisa.
Às tentativas do pai para o entusiasmar, dando-lhe a conhecer as personagens e as experiências mais incríveis, o Billy responde apenas com um encolher de ombros e um indiferente “Grande Coisa!”.
Andar a grande velocidade numa nave espacial?
Ver a girafa mais alta do mundo ou a borboleta mais minúscula?
Saltar num castelo insuflável ou andar de comboio a vapor?
“Grande coisa!” diz o Billy.
Portanto, para estas férias, o desafio é: impressionar o Billy.
Como?
Fazendo um desenho muito impressionante, de qualquer coisa muito impressionante capaz de o deixar boquiaberto (a ele e a nós).
Depois, a equipa do Planeta Tangerina vai escolher os 10 desenhos mais impressionantes.
E, no final de agosto, a nossa loja online vai oferecer 10 exemplares do impressionante livro “Grande Coisa” aos 10 impressionantes vencedores.
REGRAS:
Desta vez o passatempo destina-se a crianças/jovens até aos 15 anos.
O passatempo vai estar a decorrer durante todo o mês de agosto.
O prazo para envio de desenhos é dia 30/8/2014.
Cada participante pode enviar mais do que um desenho, num máximo de 3.
Os desenhos devem ser enviado por correio para: Rua das Rosas, n.º 20, 2775-683 Carcavelos
Ou por via digital para: shop@planetatangerina.com
Se ainda não sabem grande coisa sobre este “Grande Coisa”, leiam aqui.
Etiquetas:
Grande Coisa,
Promoção
segunda-feira, 28 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Crianças comidas por felinos: grande coisa!*
* Este texto
contém spoilers (desculpem lá, mas
seria difícil falar destes livros sem desvendar os seus finais).
“Grande Coisa” foi publicado originalmente no Reino Unido, em 2005, pela Walker Books e editado em Portugal, em 2010, tendo sido até ao momento o único livro do catálogo do Planeta Tangerina que resultou da compra de direitos de autor.
E como foram as
reações dos leitores a este “Grande Coisa”?
De extremos.
Há quem tenha
sido seduzido de imediato pelo enredo e pelo humor um pouco negro; há quem não
tenha achado graça absolutamente nenhuma e, antes pelo contrário, se tenha até sentido
um pouco melindrado com o final da história e se recuse a contá-la às suas
crianças (conhecemos alguns casos).
E que história é
esta?
Neste livro
conhecemos Billy, um miúdo mimado que não se deixa impressionar por qualquer
coisa, e um pai empenhado em dar a conhecer ao filho as coisas espantosas do
mundo:
Andar a grande
velocidade num nave espacial?
Ver a girafa mais
alta do mundo ou a borboleta mais minúscula?
Saltar num
castelo insuflável ou andar de comboio a vapor?
“Grande coisa”
diz o Billy com um encolher de ombros indiferente.
O caso é,
portanto, este. E o final, bem..., o final é o que nem Billy esperava, nem o que nós
poderíamos imaginar: o Billy é comido por um tigre, mas, não se espantem assim muito, porque não foi a primeira nem a segunda criança na história da literatura infantil a ser devorada por um felino...
Talvez muitos leitores não saibam, mas este livro de William Bee é uma espécie de versão moderna de uma das primeiras obras do aclamado Maurice Sendak, chamada “Pierre: a cautionary tale”, editada em 1962.
Neste livro, um
rapaz chamado Pierre mostra uma atitude muito semelhante à de Billy. Indiferente
ao amor e aos cozinhados da mãe, aos avisos do pai e às suas tentativas para o
educar, Pierre a tudo responde com um mal-educado (e há quem diga até que
deprimido) “I don’t care”, exatamente como, anos mais tarde, Billy viria a responder ao pai: “Grande coisa!” (“Whatever!” no original).
(...)
One
day his mother said
when
Pierre climbed out of bed
“Good
morning, darling boy,
you
are my only joy.”
Pierre
said, “I don’t care!”
(...)
Tal como Billy, também Pierre acaba
o dia na barriga de um felino, neste caso na barriga de um leão simpático que
até lhe pergunta se ele se importa de ser comido:
(...)
Now
as the night began to fall
a
hungry lion paid a call.
He
looked Pierre right in the eye
And
asked him if he’d like to die.
Pierre
said, “I don’t care!”
“I
can eat you, don’t you see?”
“I
don’t care!”
“And
you will be inside of me.”
“I
don’t care!”
“Then
you will never have to bother”
“I
don’t care!”
“With
a mother and a father.”
“I
don’t care!”
“Is
that all you have to say?”
“I
don’t care!”
“Then
I’ll eat you, if I may.”
“I
don’t care!”
So
the lion ate Pierre.
Tal como na sua obra mais conhecida, O Sítio das coisas selvagens, também neste livro de Sendak nos confrontamos com o facto de as crianças terem, também elas, sentimentos negativos (zangam-se, impacientam-se, fazem birras, exigem demasiado, amuam). Com esta exposição do lado menos adocicado da infância, Sendak começou por chocar muitos pais e professores. Porque, ao contrário de esconder ou reprimir estes comportamentos, Sendak achou que devia mostrá-los, tirar partido deles, ser irónico e gozão. Apesar do choque inicial, a obra de Sendak acabou por ser reconhecida como uma das mais brilhantes do século XX e abriu portas para que livros como os de William Bee fossem recebidos sem grandes polémicas (goste-se ou não).
Por curiosidade,
já em 1907, num outro livro chamado “Cautionary Tales for Children” escrito por Hilaire Belloc, surgia um rapaz chamado Jim,
que era comido por um leão depois de desobedecer à sua ama. Portanto, a ideia
de fazer das crianças refeição de um felino para que aprendam uma lição não é
de todo nova nesta mundo dos livros infantis e nem sequer começou em Sendak…
There was a Boy whose name was Jim;
His Friends were very good to him.
They gave him Tea, and Cakes, and Jam,
And slices of delicious Ham,
And Chocolate with pink inside,
And little Tricycles to ride,
And read him Stories through and through,
And even took him to the Zoo—
But there it was the dreadful Fate
Befell him, which I now relate.
You know—at least you ought to know.
For I have often told you so—
That Children never are allowed
To leave their Nurses in a Crowd;
Now this was Jim’s especial Foible,
He ran away when he was able,
And on this inauspicious day
He slipped his hand and ran away!
He hadn’t gone a yard when—Bang!
With open Jaws, a Lion sprang,
And hungrily began to eat
The Boy: beginning at his feet.
Nos três casos (Belloc, Sendak e Bee), estamos próximos daquilo a que os ingleses chamam uma cautionary tale— uma espécie de história exemplar ou lição de vida — onde uma criança se porta mal e é castigada por isso.
Por tradição, o tom destas histórias é exagerado, com um lado um pouco assustador para que o efeito resulte. Por tradição, os adultos que rodeiam as crianças fazem avisos, que são alvo da indiferença dos mais pequenos, e ficam, depois, também eles um pouco indiferentes às consequências quase sempre dolorosas que resultam do facto de não terem sido ouvidos.
E nesta questão
do “final da história”, estes três livros (com várias décadas a separá-los) diferem
um pouco: se Belloc exagera na reação
indiferente dos pais ao desaparecimento do filho (a mãe chega mesmo a dizer,
“não admira, com os avisos que lhe fiz”); no caso do livro de Sendak, os
pais ainda correm com o leão para o gabinete do médico para tentar salvar a
criança, contrariando o final tradicional deste tipo de contos...
Porque de facto, estamos próximos, mas não estamos
perante verdadeiras cautionary tales,
exatamente como aquelas que eram contadas na Inglaterra do século XIX, extremamente
populares, e que na época seriam mesmo para levar a sério. Seja no livro de
Hilaire Belloc, seja no de Sendak ou de William Bee, o que temos são três
paródias àquele tom exagerado, moralista e até aterrorizador — como o que surge no
muito conhecido Struwwelpeter que, apesar de hoje ser quase hilariante, na época era bem capaz de causar pesadelos (veja-se o que acontecia aos meninos que chuchavam no dedo...).
E como termina a
história de “Grande Coisa”?
Talvez porque já
passaram muitos anos e as lições (e as morais) dão cambalhotas sucessivas, os pais de Billy
já perderam de vez a paciência e não se deixam impressionar, nem com o apetite
do tigre, nem com o susto de Billy.
O livro resulta assim numa espécie de catarse para pais cansados de caprichos e, em alguns casos, talvez consiga a proeza de fazer rir em conjunto, tanto os pais como os filhos, da falta de maneiras de uns e da terrível falta de paciência de outros...
O livro resulta assim numa espécie de catarse para pais cansados de caprichos e, em alguns casos, talvez consiga a proeza de fazer rir em conjunto, tanto os pais como os filhos, da falta de maneiras de uns e da terrível falta de paciência de outros...
E o nosso Billy, claro
está, também merece uma visitinha, aqui.
Bom Verão!,
que os filhos se portem bem e deixem os pais descansar (e vice-versa).
Etiquetas:
Grande Coisa,
Livros
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Novos livros do Planeta Tangerina no PNL
Saíram há poucos dias as listas do Plano Nacional de Leitura 2014.
O Planeta Tangerina tem novos livros recomendados:
- "Irmão Lobo", de Carla Maia de Almeida (ilustrações de António Jorge Gonçalves), recomendado para o 3.ª Ciclo, Leitura Autónoma;
- "Este livro está a chamar-te", de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, recomendado para Leitura em Voz Alta para o Pré-escolar;
- "Olhe, por favor não viu uma luzinha a piscar! Corre, coelhinho, corre", de Bernardo Carvalho, recomendado para o Pré-escolar (Leitura com Apoio de Pais e Educadores);
- "Uma onda pequenina", de Isabel Minhós Martins e Yara Kono, recomendado para o Pré-escolar (Leitura com Apoio de Pais e Educadores).
Todas as Listas de Livros recomendados, aqui: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/livrosrecomendados.php?idLivrosAreas=38
O Planeta Tangerina tem novos livros recomendados:
- "Irmão Lobo", de Carla Maia de Almeida (ilustrações de António Jorge Gonçalves), recomendado para o 3.ª Ciclo, Leitura Autónoma;
- "Este livro está a chamar-te", de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, recomendado para Leitura em Voz Alta para o Pré-escolar;
- "Olhe, por favor não viu uma luzinha a piscar! Corre, coelhinho, corre", de Bernardo Carvalho, recomendado para o Pré-escolar (Leitura com Apoio de Pais e Educadores);
- "Uma onda pequenina", de Isabel Minhós Martins e Yara Kono, recomendado para o Pré-escolar (Leitura com Apoio de Pais e Educadores).
Todas as Listas de Livros recomendados, aqui: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/livrosrecomendados.php?idLivrosAreas=38
Etiquetas:
Plano Nacional de Leitura
sexta-feira, 18 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Supergigante: explosão entre a primeira perda e o primeiro beijo
O site Garatujas Fantásticas garatujou sobre o Supergigante.
O texto é de Roberto Almeida.
(...)
A jornada de Edgar é intensa e exige do leitor. O texto em primeira pessoa, em fluxo de consciência, foi construído com bastante esmero entre repetições, confusões e distorções cronológicas. A relação com o avô entra em xeque, assim como a relação com os amigos, com os pais e com um primeiro amor. Ou seja, nos campos mais importantes da vida, Edgar está em ebulição e uma explosão é iminente. Vive o presente entre a primeira morte e o primeiro beijo.
Aqui, o texto completo.
O texto é de Roberto Almeida.
(...)
A jornada de Edgar é intensa e exige do leitor. O texto em primeira pessoa, em fluxo de consciência, foi construído com bastante esmero entre repetições, confusões e distorções cronológicas. A relação com o avô entra em xeque, assim como a relação com os amigos, com os pais e com um primeiro amor. Ou seja, nos campos mais importantes da vida, Edgar está em ebulição e uma explosão é iminente. Vive o presente entre a primeira morte e o primeiro beijo.
Supergigante traz um subtexto magnífico de temporalidade.
Ana joga com a noção de presente, passado e futuro em paralelo com construções
de identidade do personagem principal, que gosta de contar histórias começando
pelo fim. O garoto tropeça entre viver o passado, entender o presente e
escolher um futuro de acordo com a maneira que se enxerga e se posiciona no
mundo. Com a palavra, o próprio Edgar:
“Não sei se estou a fugir de alguém ou se vou atrás de
alguma coisa. É como se tivesse chegado atrasado à minha própria história e se
calhar foi mesmo assim.”
Etiquetas:
recortes media,
Supergigante
terça-feira, 15 de julho de 2014
Estamos a ser bombardeados



Quem já nos visitou, sabe que temos um pequeno quintal nas traseiras do escritório (como dizem os meus amigos do Porto). Para além da sorte que é este quintal, temos a sombra de várias árvores plantadas pelo antigo proprietário, e temos ainda a fruta quando chega o verão.
As árvores não têm grandes cuidados, uma poda muito de vez em quando e uma rega rápida nos dias mais quentes é suficiente para darem muita fruta. Tanta que nesta altura do ano não temos mãos a medir. Entre junho e agosto há ameixas vermelhas, ameixas amarelas e rainhas-cláudia (também há nêsperas, mas não com a mesma saúde). Depois, lá mais para setembro, chegam os figos que caem como bombas sobre a mesa onde almoçamos.

Aqui estão eles a encher-se de açúcar e de sol. O bombardeamento está prestes a começar...
São servidos?
segunda-feira, 14 de julho de 2014
"Supergigante" entre as sugestões do jornal Expresso
O "Supergigante" foi uma das sugestões de verão do Jornal Expresso deste fim de semana.
O texto é de Sara Figueiredo Costa.
Jornal Expresso/ Revista Atual/ 12.07.2104
Jornal Expresso/ Revista Atual/ 12.07.2104
Etiquetas:
recortes media,
Supergigante
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Criaturas
No dia 17, venham fazer criaturas estranhas connosco.
Un petit atelier, para todas as idades na Casa Independente, na festa de lançamento dos livros "Supergigante" e "Com o Tempo".
Un petit atelier, para todas as idades na Casa Independente, na festa de lançamento dos livros "Supergigante" e "Com o Tempo".
Etiquetas:
atelier,
Lançamento
quarta-feira, 9 de julho de 2014
"Com o tempo" no Deus me livro (por Andreia Rasga)
O tempo é o que fazemos com ele: estarmos juntos, aprendermos algo novo,
conhecermos alguém que gostamos, sentir uma emoção diferente. O tempo
passa mas tudo o que vivemos com ele pode ficar para sempre.
Continuar a ler.
Continuar a ler.
Etiquetas:
Com o tempo,
recortes media
segunda-feira, 7 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Ana Pessoa e o Supergigante na Universidade do Minho

Ana Pessoa vai estar hoje na Universidade do Minho, em Braga, a apresentar o seu último livro Supergigante (coleção Dois passos e um salto, com ilustrações de Bernardo Carvalho).
A apresentação faz parte da 10.ª edição dos Encontros Li — Investigação em Leitura, Literatura Infantil e Ilustração e está inserida nas atividades abertas à comunidade que têm lugar, hoje, a partir das 18.30 no Campus de Gualtar (e que inclui também uma homenagem a Teresa Calçada, até recentemente responsável pela Rede de Bibliotecas Escolares).
Vale a pena ir até ao Li (o programa completo, aqui).
Etiquetas:
Ana Pessoa,
Lançamento,
Supergigante
terça-feira, 1 de julho de 2014
"Com o tempo" nos Hipopótamos na Lua
A princípio estranha-se. Porque são muitos e
fabulosos. Com o tempo entranha-se e ficamos viciados... São os livros do
Planeta Tangerina! O último, com texto de Isabel Minhós Martins e
ilustrações de Madalena Matoso, não foge à regra.
O tempo, ou a sua passagem, volta a ser a temática. De forma
aparentemente simples, a cada página são evidenciados os efeitos do seu decurso
sobre pequenas coisas de todos os dias. À boleia do tempo, vamos observando a
sua própria medida de duração, as suas mutações, a ordem de grandeza...
Um livro onde reconhecemos as etapas. O crescimento e o
envelhecimento como pólos de um ciclo onde tudo se revela transitório,
efémero... Mas onde cada etapa adquire uma importância específica, que só
o tempo poderá relativizar.
Etiquetas:
Com o tempo,
recortes media
"Com o tempo", por Andreia Brites
N'O Bicho dos Livros, Andreia Brites escreve sobre o livro "Com o tempo":
Nem de propósito, depois do último post chegou ao Bicho dos Livros o mais recente álbum do Planeta Tangerina. Com o Tempo tem texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Madalena Matoso e recupera um tema que é caro à equipa do Planeta: o tempo.
Depois de Um Livro para Todos os Dias, O Mundo num Segundo, Depressa Devagar ou Ir e Vir, Com o Tempo apresenta situações que ilustram a duração, a sucessão, o ciclo, a transformação e a permanência. É a ideia filosófica, ontológica e epistemológica da relatividade, do eterno retorno, da inevitabilidade. Recorrendo ao senso comum da experiência de todos os dias, texto e imagem caminham a par, num diálogo que desvenda essa simplicidade tão complexa que nos deixa sensações múltiplas, tantas vezes paradoxais.
Nem de propósito, depois do último post chegou ao Bicho dos Livros o mais recente álbum do Planeta Tangerina. Com o Tempo tem texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Madalena Matoso e recupera um tema que é caro à equipa do Planeta: o tempo.
Depois de Um Livro para Todos os Dias, O Mundo num Segundo, Depressa Devagar ou Ir e Vir, Com o Tempo apresenta situações que ilustram a duração, a sucessão, o ciclo, a transformação e a permanência. É a ideia filosófica, ontológica e epistemológica da relatividade, do eterno retorno, da inevitabilidade. Recorrendo ao senso comum da experiência de todos os dias, texto e imagem caminham a par, num diálogo que desvenda essa simplicidade tão complexa que nos deixa sensações múltiplas, tantas vezes paradoxais.
Etiquetas:
Com o tempo,
recortes media
As escolhas da revista Emília

A equipa da Emília, revista digital brasileira dedicada à literatura infanto-juvenil, fez pela primeira vez uma seleção dos melhores livros de 2013. A seleção deu origem a dois grupos de livros com títulos irresistíveis: uma primeira seleção a que chamou "Arrebatadores" e uma segunda escolha de títulos considerados "Imperdíveis".
Gostámos de saber que a edição brasileira de "Enquanto o meu cabelo crescia" (Peirópolis) foi considerada imperdível!
Vale a pena ler o documento com a listagem completa de livros selecionados, que inclui também uma apresentação detalhada da equipa, o método e critérios seguidos para esta seleção.
Etiquetas:
Enquanto o Meu Cabelo Crescia,
Seleção
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Vencedores do Passatempo Supergigante
O júri já deu o veredicto!
Os vencedores do passatempo Supergigante são:
Rui Silva, de Lisboa;
Cláudia Coimbra, de Lisboa;
e Maria Cristina Itozaku, de Florianópolis, Brasil.
Obrigada a todos os que participaram (recebemos textos fantásticos, a escolha foi renhida).
Aos vencedores, parabéns! O Supergigante já começou a corrida até vossas casas.
Aqui ficam os textos selecionados:
Na casa dos meus avós existia um azulejo que avisava "não corras tanto que o tempo não acaba". Eu nunca lhe liguei e por isso passei metade da minha vida a correr. A única diferença é que corria dentro de água. A natação é uma forma especial de correr; a água esconde o suor e chegamos quase sempre ao mesmo ponto de onde partimos. Eu corria dentro de água e gostava. Sempre que me atirava à piscina corria como se não houvesse amanhã, vingando-me do andar e do correr desajeitado que tinha (e tenho) fora dela. Mais tarde passei a correr no mar, ajudado pela inclinação e a espuma das ondas. Não há corrida mais bonita. Quem corre nas ondas acaba sempre o dia com um sorriso na cara de olhos vermelhos, salgados pelo mar. Eu corria que me fartava e o tempo não acabava. Por vezes até o sentia esticar. Os meus avós abanavam a cabeça mas eu respondia acelerando. Até que de repente parei. Deixei de correr. Na piscina e nas ondas. As corridas aquáticas foram arrumadas na prateleira de cima do fundo da arrecadação e passaram à condição de memórias. Nos dias que correm a agitação é outra e os únicos que vejo correr de verdade são os meus dois sóis, que têm bicho-carpinteiro: aceleram, pulam, caem e levantam-se. Não há dia que não deseje seguir-lhes o exemplo. Acho que ainda vou a tempo.
Os vencedores do passatempo Supergigante são:
Rui Silva, de Lisboa;
Cláudia Coimbra, de Lisboa;
e Maria Cristina Itozaku, de Florianópolis, Brasil.
Obrigada a todos os que participaram (recebemos textos fantásticos, a escolha foi renhida).
Aos vencedores, parabéns! O Supergigante já começou a corrida até vossas casas.
Aqui ficam os textos selecionados:
Na casa dos meus avós existia um azulejo que avisava "não corras tanto que o tempo não acaba". Eu nunca lhe liguei e por isso passei metade da minha vida a correr. A única diferença é que corria dentro de água. A natação é uma forma especial de correr; a água esconde o suor e chegamos quase sempre ao mesmo ponto de onde partimos. Eu corria dentro de água e gostava. Sempre que me atirava à piscina corria como se não houvesse amanhã, vingando-me do andar e do correr desajeitado que tinha (e tenho) fora dela. Mais tarde passei a correr no mar, ajudado pela inclinação e a espuma das ondas. Não há corrida mais bonita. Quem corre nas ondas acaba sempre o dia com um sorriso na cara de olhos vermelhos, salgados pelo mar. Eu corria que me fartava e o tempo não acabava. Por vezes até o sentia esticar. Os meus avós abanavam a cabeça mas eu respondia acelerando. Até que de repente parei. Deixei de correr. Na piscina e nas ondas. As corridas aquáticas foram arrumadas na prateleira de cima do fundo da arrecadação e passaram à condição de memórias. Nos dias que correm a agitação é outra e os únicos que vejo correr de verdade são os meus dois sóis, que têm bicho-carpinteiro: aceleram, pulam, caem e levantam-se. Não há dia que não deseje seguir-lhes o exemplo. Acho que ainda vou a tempo.
Rui Silva
- - -
UMA BIOGRAFIA QUASE LENTA
A minha mãe
correu para me ter mas eu nasci devagar. Nasci de uma mãe agitada com pressa de
viver, daquelas que nos pegam pela mão e atravessam as ruas na diagonal, que têm
dois trabalhos mas arranjam tempo para brincar no chão, fazer rissóis e mil
folhos em vestidos que eu não queria usar. A minha mãe corre. Eu contemplo.
Quando queria viajar bastava dar-lhe a mão e levantar os pés do chão, como quem
apanha um autocarro que está mesmo, mesmo a partir e lá ia eu meio a voar. No
dia em que caiu a trovoada na praia e houve a debandada, fiquei a comer gelado
na areia. Vi o Índico escurecer, as pingas mornas a derreterem o doce do gelado
e eu a lamber os lábios salgados de mar. E todos aqueles protões e neutrões que
apanhei me transformaram. Continuo a contemplar e em vez de correr, arranjei
muitos braços com que estou em todo lado. Com uma mão ponho um penso num
joelho, pouso outra no queixo para ler histórias, mexo a sopa de beterraba com
a terceira, arranjo mais duas para verificar piolhos vindos da escola, tenho
aquela que faz cócegas e muitas outras de que precise. Para não correr arranjei
esta maneira. Só corro quando vêm as trovoadas, para chegar à praia ou ao topo
da montanha e poder agarrar aquela energia toda que mantém os mil braços a
funcionar.
Cláudia Coimbra
- - -
Meu desempenho na largada foi impecável:
nasci antes mesmo de nascer o sol, às quinze para as cinco da manhã. Meus irmãos
e irmãs vieram muito depois, respeitando intervalos de três anos para que minha
mãe pudesse respirar. Como a maioria das crianças, preferia correr a andar e
ficava torcendo para o meu pai ultrapassar os outros carros quando saíamos para
passear. No primeiro ano, fui campeã de velocidade em letra-de-mão: terminava
todas as cópias, exercícios e ditados antes de qualquer um. Por isso, passei o
segundo ano fazendo trabalho extra no caderno de caligrafia, até que os meus
garranchos se tornassem legíveis. A partir daí, alguma coisa desandou. Acho que
era difícil correr com a cabeça enfiada num livro. Na adolescência, fiz parte
de um duo conhecido na família como “Devagar-e-Quase-Parando”, até que a minha
prima optou pela carreira solo, alegando que eu era um atraso de vida. Só fui
me recuperar ao compor o pódium das primeiras gestações entre as garotas da
minha geração. Foi uma chegada emocionante: as três primas-de-segundo-grau
chegaram ao mundo num período de cinco meses. Fiquei com a medalha de prata.
Hoje, tento manter presente a ideia de que não se pode viver das glórias do passado.
Chegando aos cinquenta, me consola a verdade incontestável de que pra baixo
todo santo ajuda. Sinto que vou, lenta mas seguramente, ganhando momento. Hora de
consultar o livro dos recordes.
Maria Cristina Itokazu
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Prémio Nacional de Ilustração 2013
António Jorge Gonçalves é o vencedor do Prémio Nacional de Ilustração 2013 com as ilustrações para o livro "Uma escuridão bonita" (texto de Ondjaki, edição Caminho).
Este ano, o júri também atribuiu duas menções honrosas: uma às ilustrações de Yara Kono para o livro "Uma onda pequenina" (texto de Isabel Minhós Martins), editado pelo Planeta Tangerina e outra ao trabalho de João Fazenda para o livro "O pai mais horrível do mundo" (texto de João Miguel Tavares, edição Esfera dos Livros).
António Jorge Gonçalves também faz parte do catálogo do Planeta Tangerina. É ele que assina as ilustrações do livro "Irmão lobo", com texto de Carla Maia de Almeida, da nossa coleção Dois Passos e Um Salto.
Aos vencedores, Bravo!
Este ano, o júri também atribuiu duas menções honrosas: uma às ilustrações de Yara Kono para o livro "Uma onda pequenina" (texto de Isabel Minhós Martins), editado pelo Planeta Tangerina e outra ao trabalho de João Fazenda para o livro "O pai mais horrível do mundo" (texto de João Miguel Tavares, edição Esfera dos Livros).
António Jorge Gonçalves também faz parte do catálogo do Planeta Tangerina. É ele que assina as ilustrações do livro "Irmão lobo", com texto de Carla Maia de Almeida, da nossa coleção Dois Passos e Um Salto.
Aos vencedores, Bravo!
terça-feira, 24 de junho de 2014
PACKS DE LIVROS A NÃO PERDER
Até ao próximo dia 6 de julho, a loja está em saldos.
Para comemorar a chegada do verão, organizámos uma campanha com 8 packs de 3 livros, em que o 3.º é oferta da casa.
Campanha válida entre 24/6/2014 e 6/7/2014, limitada ao stock existente.
(Oferta do livro de valor mais baixo.)
Espreitem aqui: www.planetatangerina.com/pt/loja
Para comemorar a chegada do verão, organizámos uma campanha com 8 packs de 3 livros, em que o 3.º é oferta da casa.
Campanha válida entre 24/6/2014 e 6/7/2014, limitada ao stock existente.
(Oferta do livro de valor mais baixo.)
Espreitem aqui: www.planetatangerina.com/pt/loja
quarta-feira, 18 de junho de 2014
AVISO: este passatempo vai passar a correr

A ideia é que este passatempo passe a correr. Por isso, se querem evitar tendinites, respirações descontroladas e respetivas dores de burro, é bom que comecem o aquecimento.
No post anterior, divulgámos as biografias de Ana Pessoa e Bernardo Carvalho escritas ao ritmo acelerado dos passos de Edgar para o livro Supergigante.
Agora, desafiamos os nossos leitores-corredores a escrever uma autobiografia no espírito das anteriores, lembrando-se das corridas que fizeram, das fugas para a frente, das paragens mais significativas, dos cansaços, lesões e desistências e também das recuperações mais memoráveis, da chegada à meta, das grandes e pequenas vitórias.
Os textos devem ser enviados até dia 22/6 para o endereço: shop@planetatangerina.com, não devendo ultrapassar as 240 palavras.
Ana Pessoa e Bernardo Carvalho selecionarão os três melhores textos recebidos.
Aos vencedores teremos o prazer de enviar um exemplar do Supergigante, com uma autógrafo personalizado pelos autores.
Deixem-se de preguiças e deem o vosso melhor: corram, o Supergigante merece!
Ana Pessoa e Bernardo Carvalho: Biografias a correr
Ana Pessoa
Nasci a correr numa madrugada de 1982, estava com
pressa. Achavam que ia chegar atrasada mas afinal adiantei-me. Quando era
pequena, corria com os pés tortos, mas depois fui ao sítio e já ninguém me
parou.
Sempre gostei de andar pelo meu próprio pé. Ainda hoje é assim: vou a
pé para todo o lado.
Nas aulas de Educação Física, as corridas de aquecimento
eram as minhas preferidas.
O corpo estava quente e frio ao mesmo tempo, o
campo de futebol era muito comprido. Eu corria e imaginava que era um leopardo.
Tinha uma longa cauda e percorria a savana a 50 km/hora. Graças às minhas
quatro patas e ao meu corpo às pintinhas, ganhei várias medalhas em
corta-matos. Era rápida e resistente.
Agora já não tenho uma longa cauda e só
corro para apanhar o comboio ou então uma história qualquer que esteja a fugir.
Desde pequena que escrevo num grande alvoroço. Cheguei a Bruxelas em 2007 e
criei um blogue (belgavista.blogspot.com), onde tenho escrito apontamentos acelerados. Em 2012 publiquei o meu primeiro
livro, O caderno vermelho da rapariga karateca. Nesse ano, uma história Supergigante
agarrou-me pela mão e eu andei a correr atrás dela dentro da cabeça.
Bernardo Carvalho
A minha mãe chamava-me destravado (sem
travões). Eu adorava correr e costumava vir a correr da escola, nem sei bem
porquê. Os cães vadios viam-me passar a correr e começavam a correr atrás de
mim e eu corria ainda mais depressa. Tinha imensa vergonha que as outras pessoas
me vissem a correr daquela maneira, porque podiam pensar que corria para fugir
dos cães, o que também era um bocado verdade, mas na verdade, verdadinha eu já
tinha começado a correr antes de correr a fugir dos cães. Eu corria tanto que
sentia a mochila a afastar-se das minhas costas (em vez de me dar coices no
rabo com o peso dos livros, voava atrás de mim, só presa pelas alças, sabes? Eu
achava, e ainda acho, que só eu é que conseguia imprimir tanta velocidade para
se dar este fenómeno, por isso é normal que não saibas). Normalmente eu era
mais rápido do que os cães porque muitas vezes eles desistiam ao fundo da rua.
Mas havia dias em que não desistiam e eu tinha de entrar em cafés a correr, e
uma vez entrei numa escola de condução a correr. Eu sentia muito mais vergonha
que cansaço. Fui apanhado duas vezes (pelos cães). Há certas ruas, na Parede,
em que ainda não passo por causa dos cães. Tenho saudades de correr. Todos os
dias.
Para quem quiser saber mais: Ana Pessoa e Bernardo Carvalho em passo moderado (biografias oficiais).
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Com o tempo (e os velhinhos de Albernoa)
As Conversas Andarilhas fazem parte do projeto de leitura em meio rural implementado no terreno pela Biblioteca Municipal de Beja, para levar palavras, livros e histórias a 18 freguesias rurais do distrito.
Pelo contexto, poderíamos imediatamente ser levados a pensar que a ideia seria chegar às crianças das aldeias, mas a Biblioteca de Beja já há muito que o faz. Desta vez (e bem!) quem tem prioridade são as camadas seniores, os velhinhos alentejanos, a quem não faltarão certamente histórias para contar, mas a quem não faltará também o prazer de ouvir uma história vinda de fora.
Na fotografia, as fantásticas Cristina Taquelim e Brú Junça com os velhinhos da freguesia de Albernoa, lendo o novo livro do Planeta Tangerina Com o tempo.
(Não imaginam como ficámos orgulhosos de vos ter como leitores.
Do Planeta Tangerina, abraços para todos.)
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Festa Supergigante a 2039 km daqui

Margarida Góis esteve ontem, em Bruxelas (cidade onde vive Ana Pessoa), a apresentar o livro Supergigante.
As salas da livraria Orfeu, ponto de encontro da literatura portuguesa na capital belga, encheram-se de amigos, leitores, leitores-amigos e amigos-leitores.
Com muita pena, a equipa do Planeta Tangerina não se juntou à festa (2039 quilómetros ainda são 2039 quilómetros), mas já prometemos desforra...

Porque acreditamos que Lisboa nunca ficará atrás de Bruxelas no que diz respeito a festas, marcámos nova festa Supergigante em terras lusas: dia 17 de Julho, na Casa Independente, a apresentação do novo livro de Ana Pessoa estará a cargo de Afonso Cruz.
O nosso agradecimento a Margarida Góis (pela apresentação), a Isabel Vidal (pela leitura de excertos) e a Joaquim Pinto da Silva, responsável pela Livraria Orfeu.
Mais próximo da data, daremos mais detalhes sobre a apresentação em Lisboa.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Planeta Tangerina no ELCAF

O Planeta Tangerina vai estar na 3.ª edição do ELCAF (East London Comics and Arts Festival) que se realiza já no próximo sábado, 14 de Junho.
Durante um dia, o ELCAF reúne no mesmo espaço artistas e editores do mundo da ilustração e do cartoon, propondo, para além da venda de livros e ilustrações, sessões de autógrafos, atividades para todas as idades e um programa de conversas com alguns dos participantes.
Se estiverem em Londres e arredores, façam-nos uma visita.
Mais informações sobre o ELCAF, aqui.
Como se chega lá, horários, bilhetes, etc: aqui.
Imagens da edição de 2013:
Uma onda pequenina em Serpa
O fundo que começou por ser parede era agora só de mar.


Em Serpa, os meninos mergulharam, nadaram para cá e para lá, encontraram peixes, algas e rochas que dormiam no fundo de uma página.
A exposição Uma onda pequenina fica em Serpa até o dia 28 de junho, na Biblioteca Municipal de Serpa. Mais informações, aqui.



Em Serpa, os meninos mergulharam, nadaram para cá e para lá, encontraram peixes, algas e rochas que dormiam no fundo de uma página.
A exposição Uma onda pequenina fica em Serpa até o dia 28 de junho, na Biblioteca Municipal de Serpa. Mais informações, aqui.
Etiquetas:
Oficinas,
Uma onda pequenina
Subscrever:
Mensagens (Atom)



































