quinta-feira, 23 de abril de 2015

O QUE PEDE UM MUNDO DE PERNAS PARA O AR?

UM LIVRO AO CONTRÁRIO, claro.
























Gostamos de livros que observam o mundo com um olhar crítico. E não há dúvida de que o mundo anda a pedi-los (e a pedi-las...).
O próximo livro que vamos publicar não vai em cantigas e lança esta ideia (um pouco revolucionária) para o ar: e se virássemos o mundo ao contrário? O que aconteceria?

O autor pegou nas tintas e nos pincéis e mudou-se de armas e bagagens para este novo lugar. E então deparou-se com este mundo onde...
os ratos perseguem os gatos,
as lebres caçam os caçadores,
os carros voam nos céus,
os aviões flutuam no mar,
os pinguins vivem na selva tropical
e os crocodilos nas águas geladas dos polos!

Claro que isto é só o princípio. Porque a partir do momento em que damos esta cambalhota, só nos esperam surpresas...





Neste álbum fora do comum, o ilustrador alemão ATAK desconstrói o mundo em que vivemos para nos fazer refletir sobre o certo e o errado. Um livro cheio de detalhes hilariantes que as crianças, e certamente muitos adultos, vão adorar.

"O mundo ao contrário" também está a chegar às livrarias.
(E como diz o autor, é um livro "para novos e velhos").

Mais mundo ao contrário, aqui.

(e se quiserem mundo ao contrário "mesmo a sério", aqui, aqui e por exemplo, aqui).

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Está a chegar (1)

COM 3 NOVELOS (O MUNDO DÁ MUITAS VOLTAS)
 Henriqueta Cristina e Yara Kono























Em busca de um lugar mais livre onde todos os meninos possam ir à escola, uma família muda-se para outro país. No entanto, apesar de diferente, o país novo que a acolhe está longe de ser perfeito e, neste novo mundo cinzento, a falta liberdade sente-se em coisas tão simples como escolher a cor da camisola que se quer vestir pela manhã...
É então que uma mãe entra em ação.
Na verdade uma mãe, um par de agulhas e três novelos de lã...
Com as cores de sempre, as mesmas cores de sempre, esta mãe vai lançar mãos à obra e despertar uma pequena revolução na cidade!
Baseada em factos reais, esta história inspira-se na aventura de uma família portuguesa que, no final dos anos 60, fugiu à ditadura do Estado Novo e viveu uma experiência de exílio em vários países.


32 páginas · 220 x 260 mm · ISBN: 9789898145659 · PVP: 13,50 €

Já a caminho das melhores livrarias.
Mais informações aqui.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Aviso: o próximo livro já está a ser tricotado...


























E as tricotadeiras têm estilo quanto baste.

(no foto: Audrey Hepburn)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

ANDA!

Foi na cidade de Rosário, na Argentina, que nasceu o ANDA, um projeto que procura envolver as comunidades na construção, reparação (e alindamento) dos espaços públicos.



O que o ANDA faz é recuperar a tradição do pavimento hidráulico (baldosas hidráulicas), contactando os mestres que conhecem os segredos do processo de fabrico e juntando-lhes os saberes de designers e ilustradores. Os planos de recuperação, ou seja, a escolha dos desenhos a aplicar nos espaços e a construção dos mosaicos hidráulicos propriamente dita, é feita depois, em conjunto, com as comunidades locais.
















Foi o que aconteceu na escola pública N16, de Rosario, onde um pátio meio abandonado estava mesmo a pedir mãos à obra. Entre todos, ficou decidido que o motivo da decoração do pavimento seriam muitos caminhos, de muitas cores (talvez porque num pátio podemos fazer muitas viagens, fingir que estamos em muitos lugares ou, simplesmente, porque num pátio estamos sempre em movimento, entre um amigo e outro, entre uma brincadeira e outra...). Foi aí que entrou a ilustração da Madalena que faz parte do livro "Para onde vamos quando desaparecemos?".

Reconhecem-na?




















Depois de escolhido o desenho, mães, pais, avós, educadoras e vizinhos puseram mãos à obra, numa festa de mãos arregaçadas, com gente de todas as idades a querer ajudar.



















Ao fim de três meses e pouco, o pátio ficou pronto.
E o que pode dizer-se do resultado, senão que é um pequena, grande, enorme maravilha?
































Mais informações sobre o ANDA, aqui.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Em modo pré-Bolonha / In pre-Bologna Mode




















Estamos em modo Pré-Bolonha (o que significa muitos preparativos e detalhes de última hora), mas não podíamos deixar de vos convidar a espreitar o nosso stand (se andarem pela feira) e a juntarem-se à festa. Mesmo com muito trabalho, Bolonha é sempre, um pouco, uma festa...


Aqui ficam as indicações:

Entre 2.ª e 5.ª feira da próxima semana, estaremos acampados no canto habitual, no HALL 29, STAND D34, ali mesmo em frente à Topipittori e próximos do corredor cor de laranja ocupado pelos editores holandeses.

Na 2.ª feira, dia 30, ao final da tarde, iremos até à Biblioteca Salaborsa, onde decorrerá a cerimónia de entrega dos Bologna Award. E na 5.ª feira, às 11.00, já na reta final da Feira, estaremos no Café dos Ilustradores (à entrada do recinto), para a apresentação do "Lá Fora".

Toda a Feira de Bolonha, aqui.
A programação completa desta edição, aqui.

Wish us luck !

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During next week, from Monday to Thursday, we'll be at Bologna Children's Book Fair.

It will be a pleasure to receive you at Hall 29, Stand D 34.

On Thursday morning, by 11.00, we'll be presenting "Lá Fora" (winner of Opera Prima category ) at the Illustrators Cafè.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Un libro contro tutti i muri

Anna Castagnoli, autora de Le Figure Dei Libri, um dos mais famosos blogs da área da ilustração e do álbum ilustrado, escreveu sobre o "Daqui ninguém passa!":

"Da qui nessuno passa!" è il titolo di uno dei più bei libri mai pensati e scritti sul tema della dittadura e della rivoluzione pacifica. Ed è per bambini. (...), qualquer coisa como: "Daqui ninguém passa!" é o título de um dos mais belos livros já concebidos e escritos sobre o tema da ditadura e da revolução pacífica. E é para as crianças.

Grazzi Anna!



quarta-feira, 11 de março de 2015

NOVO LIVRO/ NEW BOOK




















































As montanhas podem ser lugares muito inspiradores.
E a prova disso é o facto de, ao longo da História da Arte, não faltarem exemplos de artistas que trabalharam à volta deste tema.
Este livro é também resultado dessa fonte de inspiração.
Em páginas de grande formato, Madalena Matoso desafia os leitores a passarem para o papel de artistas: partindo das descrições de quadros de artistas imaginários e usando vários materiais de desenho e pintura, os leitores deverão respeitar o espírito das obras e criar o que é necessário para as finalizar.
O resultado será um verdadeiro catálogo de arte!


Inspiremos, pois, o ar da montanha e atiremo-nos ao trabalho...

“Montanhas” é um livro de atividades de grande formato, um projeto especial do Planeta Tangerina criado em colaboração com a editora polaca Wytwórnia.

24 páginas · 295 x 410 mm ·

Já disponível na nossa loja e a caminho das melhores livrarias.

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Mountains can be very inspiring places.
The proof is in the fact that, throughout the history of art, there’s no lack of examples of artists who worked around the theme.
This book is also a result of this source of inspiration.
In its large format pages, Madalena Matoso challenges readers to assume the role of artists: from descriptions of paintings by imaginary artists and using various drawing and painting materials, readers must respect the spirit of the works and create whatever is needed to finish them.

The result will be a real art catalogue!

So let the mountain air inspire us, and let’s get to work...

“Mountains” is a large format activity book, a special project from Planeta Tangerina created in collaboration with the Polish publisher Wytwornia.

24 pages · 295 x 410 mm · 

Available on OUR ONLINE SHOP, here.

terça-feira, 10 de março de 2015

Se a Montanha não vai ao Planeta Tangerina...

... o Planeta Tangerina vai à Montanha!














Nesta foto, Madalena Matoso no deserto de sal, com montanhas ao fundo (como não podia deixar de ser). Em primeiro plano, à esquerda, plantas espinhosas. Repare-se, à direita, como a autora tira notas sobre a paisagem, fazendo uma reflexão atenta sobre a mesma.

O resultado vai ser gigante!, abram espaço nas prateleiras para caber esta Montanha!

E mais uma montanha...


















Em primeiro plano, Madalena Matoso em pesquisa para o próximo livro do Planeta Tangerina.
Ao fundo, algumas montanhas (das grandes!).

A fotografia, mais uma vez, é uma cortesia de Bernardo P. Carvalho.

Alerta-se os leitores para o facto de não estarem a ser usados cenários ou fotografias manipuladas nesta reportagem.

Outra montanha

















Madalena Matoso em pesquisa para o próximo livro do Planeta Tangerina.

Foto: cortesia de Bernardo P. Carvalho.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Uma montanha

















Madalena Matoso em pesquisa para o próximo livro do Planeta Tangerina.
Aguardem, está mesmo a chegar...

Foto: cortesia de Bernardo P. Carvalho.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Bologna Ragazzi Award para o "Lá fora"

Chegaram notícias de Bolonha e são fantásticas:

"Lá Fora", o guia para descobrir a natureza do Planeta Tangerina, ganhou um Bologna Ragazzi Award na categoria "Opera Prima"!

O júri rendeu-se a este calhamaço que tão bem combina a informação científica com o lado mais lúdico, destacando a qualidade das ilustrações e do design gráfico.

A categoria OPERA PRIMA é reservada para trabalhos de autores ou ilustradores que publicam pela primeira vez. O prémio é atribuído "à excelência da pesquisa e realização de um produto editorial inovador."

Parabéns, pois, a todos os que participaram neste livro: autores, ilustrador, revisores científicos (são muitos e fantásticos) e ainda a toda a equipa do Planeta Tangerina que suou as estopinhas para tornar este livro possível.

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Planeta Tangerina won a Bologna Ragazzi Award in Opera Prima Category with "Out There: Guide to discover nature"... And we are so happy!

The Jury members – Claudia Soeffner (Germany), Stefano Salis (Italy), Dinah Fried (USA), Fanuel Hanan Diaz (Venezuela) - motivated their choice with the short declaration hereby: 

 “This dense volume is beautifully designed with elegant typography and a bold two-color palette. However, its true beauty lies in contrast of the traditional ‘guidebook’ format and clear scientific explanations with the playful and lyrical illustrations. Lá Fora book is an excellent solution to engage its readers and teach them to admire and respect everything "out there", just as the title suggests.”

Congratulations to everyone who participated: authors, illustrator, scientific reviewers and also to all Planeta Tangerina team.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

É então isto para crianças?

Nem sempre formulada da mesma maneira, esta é uma pergunta que ouvimos com frequência no Planeta Tangerina. Por vezes, a interrogação vem acompanhada por um certo espanto, uma espécie de revelação: "mas se eu gosto disto, como é que pode ser para crianças?"; outras, carregada de dúvida "mas têm a certeza de que isto é para crianças?"; outras ainda, a pergunta deixa mesmo de ser uma pergunta para se transformar numa afirmação um pouco indignada: "desculpem lá, mas isto não é para crianças".

Ora essa, não tem nada de pedir desculpa.

A verdade é que esta questão tem muito que se lhe diga, também gostamos de pensar nela e até já lhe dedicámos um texto, há uns tempos, num dos nossos catálogos.

“Para quem são os livros do Planeta Tangerina?" 
Nunca sabemos muito bem que resposta dar, porque a verdade é esta: sabemos que os nossos livros não são os clássicos livros para adultos (romances e afins), mas conhecemos muitos adultos, de perfeito juízo, que compram livros do Planeta Tangerina para oferecerem a outros adultos. 
Achamos que não é pelo facto de um livro ser ilustrado que deve (ou não) ser considerado para crianças. Não pensamos num leitor específico, quando estamos a trabalhar. 
Pensamos no mundo, nas coisas que nos emocionam, nas que são misteriosas ou que nos fazem rir, mas não num público em concreto... Custa-nos, aliás, aceitar que os livros tenham uma idade certa ou errada. Acreditamos mais que devem ser criados livremente e lançados ao ar. Quem os apanhar e gostar... é o leitor certo! 

O que acontece é que há muitas maneiras de nos fazermos ao mergulho, muitas maneiras de nos atirarmos à água:

Primeira pergunta: Porque vais mergulhar neste mar e não naquele?

Resposta (hesitante): Porque é para aqui que o meu corpo se inclina todo.

Segunda pergunta: Olha que pode haver piranhas, lodo... Tens a certeza de que há pé?

Resposta (gaguejante): Nem sempre... Mergulhamos aqui porque alguma coisa nos chamou. E pode ter sido um peixe quase transparente que vimos passar muito depressa, nada mais do que isso.

Terceira pergunta (muito, muito frequente): E pensam nas crianças quando estão a fazer os vossos livros?

Resposta politicamente correta: Claro que sim. As crianças estão sempre no nosso pensamento. Elas inspiram-nos todos os dias. Testamos todos os livros com elas e só os publicamos se elas nos sorrirem com os dentes todos no final.

Resposta sincera: Quase nunca. Podemos pensar em nós próprios, quando éramos crianças. Podemos lembrar-nos de pormenores das crianças que conhecemos. Podemos até ser inspirados por qualquer coisa que ouvimos uma criança dizer. Mas na altura de meter mãos à obra, criança não entra.

Quarta pergunta: Conhecem o alvo para o qual estão a trabalhar?

Resposta: Os leitores não são um alvo. Os leitores são atingidos todos os dias por toda a espécie de mensagens e precisam de descanso. Os livros é que devem ser o alvo dos leitores: tens bom aspeto, já te faço a folha, vou atirar-me às tuas páginas.


(Na foto: o Simão, no stand da Feira do Livro de Lisboa, agarrado a um livro que chamou por ele.)

Só uma nota final: quando começámos a trabalhar, a maior parte do trabalho que fazíamos tinha um ponto de partida diferente daquele que tem um livro. Tinha briefings, objetivos de comunicação, alvos muito concretos. E esta não é uma abordagem melhor ou pior, acontece apenas que com os livros o mergulho é diferente: um pouco mais às cegas, um pouco mais arriscado, um pouco mais espontâneo e, claro, de corpo inteiro... não há cá só pontinhas dos pés.

Tudo isto para dizer que é mesmo de não perder o colóquio comissariado por Inês Fonseca Santos que vai juntar na Gulbenkian criadores que trabalham para a infância, reunidos à volta da questão “o que é afinal uma criação para a infância?”.

Dias 9 e 10 de Fevereiro, a falar sobre livros, música, filmes e espetáculos estarão Serge Bloch, Davide Cali, João Fazenda, Catarina Sobral, Regina Pessoa, Afonso Cruz, B Fachada, Susana Ralha, Susana Menezes, entre muitos outros.

Vejam aqui o programa completo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cem livros ilustrados de todos os tempos e lugares





Martin Salisbury é professor na Cambridge School of Arts e tem sido um dos grandes investigadores do álbum ilustrado. Depois de "Children's Picture Books —The Art of Visual Storytelling", que se debruça sobre a arte de contar histórias através das imagens, e "Playpen", dedicado a alguns dos novos nomes da ilustração, está quase a sair "100 Great Children's Picture Books", uma viagem pelo mundo dos livros ilustrados desde o início do século XX até aos nossos dias, onde podemos encontrar alguns dos títulos mais representativos de cada década, da autoria de artistas que são hoje grande clássicos, como Peter Newell, Bruno Munari, Leo Lionni, Edward Gorey, Tomi Ungerer, Kveta Pacovska ou Maurice Sendak.





Entre os livros da última década, Martin Salisbury escolheu, por exemplo, obras de Beatrice Alemagna, Kitty Crowther, Violeta Lopiz, Jon Klassen... e ainda um livro que, inevitavelmente, chamou a nossa atenção: esse grande clássico que se chama "Praia-mar", da autoria de Bernardo Carvalho, editado pelo Planeta Tangerina em 2011.

Uma edição Laurence King, para conhecer um pouco melhor aqui.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Miguel Esteves Cardoso sobre o "Lá Fora"

O grande MEC rendeu-se ao "Lá Fora"...
(e nós ficámos babados, claro!)


Lá Fora já é um livro sobre o mundo. Ser um original português é uma sorte para nós.

Como se chama quando se pega num livro destinado às crianças e se descobre, em cada página, uma coisa que não se sabia? Chama-se um milagre: um livro científico que estimula quem o lê e vê, tornando um prazer numa aprendizagem.

Ler mais no Público deste sábado que passou.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

"Daqui ninguém passa!": a revolução está na rua

Os blogues Jardim AssombradoHipopótamos na Lua atravessaram a fronteira que separa a página par da página ímpar e gritaram "a revolução está na rua!".


























E parece que gostaram bastante :-)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Treinos



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Natal não são só novidades (2)

O "Lá fora" esperou ansiosamente pelo equinócio da primavera para se apresentar aos leitores. Ainda não passou por nenhum solstício de inverno (nem pelas festas que o sucedem) e seria uma pena que fosse esmagado pelas novidades um pouco eufóricas desta quadra.























Se não o virem nos lugares com mais destaque das livrarias, perguntem por ele. Porque é também um livro que, apesar de não ser uma novidade, é novo. E tem informações sobre a nossa natureza, as nossas espécies, os nosso lugares. E foi criado por uma grande equipa de biólogos (astrónomos, geólogos, botânicos, meteorologistas, ornitólogos, mamólogos, herpetólogos), todos eles portugueses, grandes especialistas nas suas áreas. E porque tem ilustrações (esmagadoras!) de Bernardo P. Carvalho.

Já agora, informamos: a primeira edição do "Lá Fora" esgotou em poucos meses. E a segunda edição, revista e melhorada como qualquer segunda edição que se preze, está já a caminho das melhores livrarias.

O Natal não são só novidades (1)

Pequeno lembrete para lembrar livros que não saíram nas semanas que antecedem o Natal e que merecem direito de antena, espaço de prateleira e, claro, a atenção dos leitores:




Nem sempre está arrumado na secção certa das livrarias.
Em algumas lojas é normal vê-lo junto a livros para crianças dos 3 aos 5 anos, entre livros de princesas da Disney ou livros de capa grossa made in China, com ratos e coelhinhos. O Edgar tem bom feitio e não vai desarrumar a loja toda por não estar no sítio certo, mas vocês, leitores persistentes, leitores que não desistem à primeira, não deixem de o procurar. Se não o virem, perguntem por ele, peçam-no, insistam.  Não se vão arrepender. Porque o Supergigante é um livro fantástico e não somos apenas nós a dizê-lo:

Sara Figueiredo Costa (Atual, Jornal Expresso, 12/07/2014):
O segundo romance de Ana Pessoa merece a repetição de todos os elogios. Em “Supergigante” uma narrativa onde a perda e a descoberta do primeiro amor se cruzam numa corrida, confirma-se o domínio do ritmo, o trabalho da linguagem e o desassombro no tratamento de temas difíceis. Bernardo Carvalho ilumina algumas passagens com ilustrações a preceito.


José Mário Silva, 26/07/2014 ***** 5 estrelas pelo jornal Expresso:

(...) o certo é que no fim, ou no princípio, a ordem não interessa, tudo se organiza e encaixa e faz sentido, é esse o milagre maior deste livro, tornar o caos da adolescência não só palpável, mas compreensível, belo na sua fragilidade, consegue-o a prosa subtilíssima e inteligente de Ana Pessoa, os seus diálogos tão verosímeis, mas também as ilustrações de Bernardo Carvalho, manchas de cor e silhuetas que captam as atmosferas certas (...)


Ana Dias Ferreira, 26/07/2014 ***** 5 estrelas pela revista Timeout:
Contado como uma torrente, uma corrida inquieta de um adolescente revoltado que é retratado nas ilustrações também irrequietas de Bernardo Carvalho, "Supergigante" está cheio de perda, mas também de amor, provando o que escreve logo no início que “o fim é o princípio de outra coisa qualquer”. E o que se torna impressionante, sobretudo quando se escreve para jovens leitores (...) é a forma como Ana Pessoa consegue exprimir a revolta por um mundo que parece não fazer sentido dando-lhe também uma toada de esperança.


Mais Supergigante, aqui. 

"Daqui ninguém passa!" (por aí a fazer estragos)


No Cadeirão Volaire, Sara Figueiredo Costa fez um aviso à navegação, dizendo que o "Daqui ninguém passa!" é um dos grandes livros do ano. Será?

No Bicho dos Livros, Andreia Brites diz que o "Daqui ninguém passa!" é qualquer coisa. Será?

O "Daqui ninguém passa!" também passou pelo jornal i, obrigando a jornalista Ana Kotowicz a "fazer parte de um movimento revolucionário pela defesa de igualdade entre as páginas pares e ímpares".

Quem anda há anos nesta coisa dos jornais e das revistas, sabe bem a importância de aparecer numa página ímpar. "Tem mais leitura" dizem uns. "É para onde os olhos fogem primeiro" dizem outros. "E são as mais caras" acrescenta um vendedor de publicidade. Seja qual for a explicação, há nesta história um general —  no fundo um pequeno ditador — que queria guardar as páginas ímpares deste livro só para ele. Nas folhas da esquerda podia andar quem quisesse, agora passar para o lado direito? Nem pensar. Claro que estas coisas das ditaduras nunca correm muito bem e as revoluções acontecem. Uma história absurda de comer e chorar por mais.


ABZZZ no Deus Me Livro


























Andreia Rasga escreveu as últimas linhas deste texto já de olhos fechados. Ninguém resiste aos poderes do ABZZZ:

Um teste à resistência das pálpebras em forma de abecedário. Uma luta contra o sono de A até Z. Um ABC ensonado cuja grande e poderosa missão é embalar até adormecer. Tal qual como acontece com o título do livro.
ABZZZZ…” (Planeta Tangerina, 2014) é um álbum ilustrado com poderes. No início, ou seja na letra A, todos mantemos os olhos bem abertos, mas, de bocejo em bocejo, o cérebro vai deixando o dia, as estrelas vão iluminando a noite e, mesmo quem finca-pé, como o gato, acaba por hibernar.

Ler a continuação no Deus Me Livro.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Invasão no DN!


Este sábado, o suplemento Mais Artes do Diário de Notícias sofreu uma invasão!
Com a garra a que já nos habituaram, as personagens do livro "Daqui ninguém passa!" entraram pela suplemento cultural adentro, perturbando o normal funcionamento das páginas e da informação séria que lá se encontrava.

Pedimos desculpa aos leitores do DN mas, é um facto, estas personagens estão absolutamente descontroladas e andam por aí  fazer diabruras, a pintar a manta ou o caneco, como lhe queiram chamar...

Aproveitamos para agradecer à jornalista Marina Almeida por lhes ter franqueado a entrada com tanta simpatia, evitando ajuntamentos ruidosos na capa, manifestações, confusões, palavras de ordem e lixo no chão... Uma multidão em fúria já se sabe do que é capaz!























segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Na Colômbia: "Irmão Lobo" entre os melhores do ano

A edição colombiana de "Irmão Lobo" foi escolhida pela revista cultural Arcadia, da Colômbia, como um dos melhores livros de 2014.






Pocas veces el derrumbe familiar esabarcado con ternura. Tal es el caso de Hermano Lobo, una novela juvenil escrita por la portuguesa Carla Maia de Almeida, ilustrada por su coterrâneo António Jorge Gonçalves, traducida por Jerónimo Pizarro. La historia es contada por Bolota, la hija menor de un matrimonio desgastado, y quien tiene visiones del mundo que no por ser infantiles dejan de ser particulares: piensa, por ejemplo, que su padre es algo así como el comandante de una triba, y tiene certeza de que a los 8 años el único tiempo que entendia era el del microondas. Su voz recorre todo el relato y, sin embargo, se bifurca: las páginas azules, en las que cuenta cómo empezó el debacle familiar, son intercaladas por capítulos en páginas blancas, donde déscribe, de forma lineal, un viaje en carro que hizo con su padre en busca de una casa en medio del campo. Las ilustraciones, además, son inquietantes: siempre en azul, negro y blanco, muestram escenarios vacíos, dormidos, melancólicos, que se complementam con el relato en el terreno de la memoria.


Parabéns Carla, parabéns António!
Parabéns também a Jerónimo Pizarro pela excelente tradução para espanhol.

"Hermano Lobo" está editado na Colômbia pelo Taller de Edición Rocca.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Jogos de tabuleiro

O Planeta Tangerina, em colaboração com a Morapiaf, desenvolveu dois jogos de tabuleiro.

Savannah Café
Uma corrida entre a gazela, o leão e o hipopótamo. A gazela é muito rápida mas tem de fugir do leão. O leão é feroz mas assusta-se com o rugido do hipopótamo. O hipopótamo é lento mas nada o faz parar. Quem chegará primeiro?




Space Walk
Naves em órbita que não podem cair nos buracos negros. 
Em cada planeta estão naves de diferentes jogadores. A primeira nave avança uma casa, a segunda duas casas, a terceira três casas e assim sucessivamente. Será que alguma vai cair num buraco negro?























Para dias de frio e chuva bem passados!
saber mais aqui e aqui.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mais da festa