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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Como é que uma galinha...



Um atelier para miúdos (e graúdos acompanhantes). Vamos falar sobre galinhas, ovos (mexidos, estrelados, cozidos e escalfados), cocós e cocorocós.

Amanhã, dia 11, às 16h, na Biblioteca Municipal de Almada
Entrada livre limitada a lotação do espaço.
Mais informações aqui.

A foto é de autoria da Else (Olivelse).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Galinha no Book By Its Cover

A Celeste voou até aos States e aterrou no Book By Its Cover.
("Como é que uma galinha..." conseguiu esta proeza?)

Obrigada à SAL pela descoberta.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

No Público


"Como é que uma galinha...", no Público deste sábado, por Rita Pimenta.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A história da Celeste ou a minha história com as galinhas (2)

Não me lembro se a galinha Celeste chegou ao Planeta Tangerina aninhada ao colo do dono, se vinha dependurada pelas asas. Mas a segunda hipótese condiz melhor com o rapaz que a comprou e dela tratou nessa primeira vida.
Vida dura, como já vão perceber...
A Celeste chegou magra e muito nervosa. Pelo aspeto geral das penas, pelas manchas depenadas e pelo ar atormentado, desconfiava-se de que sofria de maus tratos. Mas não era fácil perceber se as penas tinham sido arrancadas pela própria — as doenças nervosas têm às vezes destas coisas —, se pelos companheiros do galinheiro (um galo e meia dúzia de galinhas, provavelmente muito velhacas).
Nunca saberemos quem lhe fazia mal. Nem saberemos também se tinha deixado de pôr ovos por causa dos maus tratos, se era a incapacidade de pôr ovos que provocava os maus tratos — ambas as hipóteses eram más, mas esta última um verdadeiro filme de terror.
Ao sentir que a sua menina definhava de dia para dia, o dono decidiu trazê-la para esse reduto de boas energias que é o quintal traseiro do Planeta Tangerina.
E a Celeste aqui ficou. Foi imediatamente adotada pela Yara e pela Cristina, que passaram a mimá-la todas as manhãs com os restos do jantar e que, aproveitando o abrigo do tanque de cimento, lhe montaram uma verdadeira moradia. Da minha parte, recebeu aquilo que de melhor lhe consegui dar na altura: tolerância — essa palavra um pouco feia que faz lembrar grandes fretes e olhos revirados.



Aos poucos, a Celeste começou a melhorar. Nasceram-lhe penas novas, ganhou peso, parecia toda ela mais brilhante. Ao almoço, vinha bicar-nos as pernas por debaixo da mesa, morder-nos os dedos dentro das sandálias e atacar-nos os bolsos das calças de ganga. Tanto atrevimento só podia querer dizer felicidade.
As visitas comentavam: “esta vossa galinha, sim senhor, já parece outra”.
E é verdade, parecia outra.

Foi então que o milagre aconteceu: uma bela manhã, no ninho de tirinhas de papel feito pelas mãos da Cristina, encontrámos um ovo ainda quente. Para mim, podem não acreditar, aquele ovo foi uma revelação, uma coisa estúpida que me aconteceu. Não foi uma questão de começar a respeitar mais a galinha ou a considerá-la mais digna só por se ter tornado útil.
Foi simplesmente ter-me apercebido de que um animal que vive de quase nada, que come tudo e mais alguma coisa, que caminha sobre o seu próprio cocó, transforma o pouco que recebe numa coisa tão perfeita e extraordinária.
Fui para casa a pensar nisto.
E este livro, pode até nem parecer, resultou dessa espécie de deslumbramento que me aconteceu: fiquei como que grata à Celeste por ter sido assim deslumbrada.

Está contada a história.
Só falta dizer que o rapaz da primeira vida da Celeste é o Bernardo (agricultor e avicultor nos intervalos da ilustração) e que a Yara e a Cristina são as donas novas que lhe saíram na rifa, nesta segunda vida a que teve direito.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

3x

Todos fazemos tudo no Cria Cria.
A Galinha no Cria Cria.
O outono no Cria Cria (durante o outono, vou responder a uma pergunta por semana. Vão passando por lá).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A história da Celeste ou a minha história com as galinhas (1)

A minha avó Maria tinha galinhas. Viviam num casinhoto escuro ao fundo do quintal e só as víamos quando abríamos a porta para lhes deitar comida. Era também nessa altura, nesse breve intervalo em que a minha avó lhes deitava o milho e as cascas de fruta, que elas viam a luz do dia. Pelo menos foi a impressão com que fiquei: que viviam sempre no escuro, de porta fechada, e que mesmo assim punham ovos, extraordinários ovos pequeninos de gema cor-de-laranja que a minha avó estrelava em azeite (e que eram maravilhosos como todos os ovos estrelados da infância só podem ser).
A não ser para despejar o caldeiro das cascas e para procurar ovos, não convivíamos grande coisa com as galinhas. Víamo-las tal como a minha avó: como um animal puramente funcional que punha ovos e ajudava a estrumar a terra. E esta parte do estrume, não fiquem chocados, era tão ou mais importante do que os ovos.

A minha outra avó (a que chamávamos Santos, mas que também se chamava Maria) também tinha galinhas. Viviam num galinheiro mais convencional, com rede a toda a volta, mais ar e mais sol. Neste caso, havia pelo menos mais um galo e, num patamar superior, muitas rolas que esvoaçavam apertadas. A minha avó Santos tinha com as galinhas uma relação já um pouco diferente: dirigia-lhes a palavra; e quando deixou de as poder tratar, sentiu bastante a sua falta. (Um pormenor curioso: no lugar do galinheiro da minha avó nasceu hoje uma cabine de sauna à moda ucraniana. As voltas que o mundo dá...)








A galinha Celeste (que inspirou o livro "Como é que uma galinha..."), fazendo das suas no quintal do Planeta Tangerina, numa sequência fotografada pela Carolina.
Amanhã conto aqui a sua história (uma história de sucesso).

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Baseado em factos reais



Uma história de vida que se vai contar aqui em breve.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Novidades 2: duas estreias em setembro

É a primeira vez que as novidades de setembro são anunciadas com um mês em minúscula. (temos pena mas c'est la vie).

De uma delas, já aqui falámos:



Alguns excertos do que tem dito a crítica:

(...) quando os autores são bons, os valores não se tornam panfletários e o resultado nunca se fecha num maniqueísmo simplista. Madalena Matoso rasga as fronteiras dos costumes e propõe, com a naturalidade que está associada ao Planeta, uma leitura diversificada do papel de cada indivíduo na sociedade.

Andreia Brites, blog O Bicho dos Livros

Um soberbo álbum gráfico que evita as armadilhas do livro “sobre temas problemáticos”. (...) Tirando partido da tradicional técnica do méli-melo e escolhendo prescindir do texto, a força deste álbum reside na sua força gráfica e na inteligência do seu propósito.

Sophie van der Liden, especialista em Literatura para a Infância

A outra ainda é mesmo uma novidade:



Um cheirinho do texto da contracapa:

A galinha tem fama de ser uma ave tonta e feia.
Também dizem que não voa e que não canta, que só esgravata e cacareja e faz cocó por todo o lado (e é verdade).
Mas a verdade, verdadinha é contada neste livro...
A natureza criou um animal assim insuspeito — feioso, desajeitado, obediente, meio pitosga... — para dentro dele fazer transportar um dos seus maiores tesouros.
Quando virem uma galinha, não se deixem enganar.
Tratem-na com o respeito que ela merece.