segunda-feira, 10 de outubro de 2011
No Chiado, à tardinha, às vezes...
No pátio da Dama Aflita
Um mês, um autor
A Patrícia Chaves Duarte, monitora da hora do conto na Biblioteca, fez uma (bela) réplica do livro a Manta em ponto grande.
Mais um motivo para visitar a Biblioteca.
Obrigada Vanessa pela divulgação.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
"Depressa Devagar" selecionado para a Lista de Honra do IBBY

A Caminho anunciou que “A Contradição Humana” (de Afonso Cruz) foi selecionado para a lista de Honra do IBBY (International Board on Books for Young People).
Não vem no press release, mas nós acrescentamos, que o livro foi selecionado na categoria ESCRITA.
Parabéns ao Afonso Cruz e à Caminho.
E agora também temos um anúncio a fazer (ainda não o tínhamos feito porque não pensámos que a informação fosse já oficial, mas pelos vistos já circula):
O livro “Depressa, Devagar”, com ilustrações de Bernardo Carvalho, publicado pelo Planeta Tangerina em 2009, foi também selecionado para a Lista de Honra do IBBY, na categoria ILUSTRAÇÃO.
O IBBY é uma organização sem fins lucrativos que representa uma rede internacional de pessoas empenhadas em promover o contacto das crianças com livros de alta qualidade literária e artística.
Os títulos nomeados para esta lista são escolhidos pela secção nacional do IBBY em cada país. Ou seja, estes dois livros foram escolhidos pelo recentemente criado IBBY português e passarão a integrar a lista de honra colectiva que será publicada em livro, tal como aconteceu em 2010.
Contra o preconceito, marchar, marchar...
Dora Batalim na secção Pergunta/Resposta da revista Pública.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Baby Shower em NY
Obrigada à Inês Tomaz que conosco partilhou este link tão surpreendente!
PLOC!
É, pois, natural que sempre uma nova revista de qualidade surje nos escaparates, nos entusiasmemos...



Hoje soubemos que chegou a PLOC, para a faixa etária imediatamente abaixo da ANORAK (da qual já aqui falámos várias vezes), com desenhos originais do clássico francês Alain Grée.
Gui Seiz & Alasdair Monk (criadores da Anorak) são os responsáveis pela edição e pelo projecto gráfico.
PLOC Magazine is about learning and having fun at the same time. It contains stories (How is bread made? What animals live at the farm? Learning to count with happy birds on a wire), colouring pages, spot the difference games, mazes and activities.
Alain Grée nasceu em 1936 e ilustrou mais de 300 livros para crianças, a maior parte deles publicados nos anos 60 e 70, e traduzidos para mais de 20 línguas. Neste vídeo, podemos vê-lo e ouvi-lo explicar (em francês, com legendas em japonês) o seu método de trabalho:
E aqui, porque é difícil não resistir a mostrá-las, as capas dos últimos números da Anorak (já disponível também para Ipad).

sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Oficina/Concerto Cantar Juntos
Este projecto musical é promovido pela Associação Aprender em Parceria, uma iniciativa de intervenção educativa social.
Entrada Livre, sujeita a inscrição (limitado ao máximo de 20 crianças acompanhadas de um adulto)
Público Alvo: 0 aos 6 anos
Duração: 40 minutos
Inscrições até ao dia 30 de Setembro para Academia de Música de Almada através dos telefones 21 294 58 07/960 175 767
Mais Informações: sons de almada velha.
Soubemos agora que todas as sessões estão esgotadas. Vamos tentar anunciar os próximos concertos com mais antecedência.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Books make friends
O objetivo é refletir, discutir e promover novas ideias em torno da produção editorial que tornem possível a existência de modelos de criação e circulação de livros alternativos aos que existem hoje (resumindo o que é dito no site, aqui).
Para além de ver e/ou comprar livros (e de certeza que se verão por lá livros que não chegam a muitas livrarias) vai ser possível, por exemplo, assistir ao documentário de Cláudia Clemente sobre a editora &Etc ou conhecer os projectos das várias editoras presentes.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cheery families
Passámos muitas horas a jogar às Cheery Families.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Funny books
Pelo nome é fácil adivinhar que este prémio destaca livros "que façam os mais novos, e todos nós, rir à gargalhada" (e reparem como este "todos nós", aqui entre vírgulas, é um pormenor importante).
Entre os escolhidos, pareceram-me estes muito apetitosos:

Um livro de Terry Jones (esse mesmo, membro dos Monty Phython) com histórias de animais.

Um livro do australiano David Machintosh sobre as dificuldades de começar a vida numa escola nova.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Sobre os animais (no seguimento da história da galinha)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A história da Celeste ou a minha história com as galinhas (2)
Vida dura, como já vão perceber...
A Celeste chegou magra e muito nervosa. Pelo aspeto geral das penas, pelas manchas depenadas e pelo ar atormentado, desconfiava-se de que sofria de maus tratos. Mas não era fácil perceber se as penas tinham sido arrancadas pela própria — as doenças nervosas têm às vezes destas coisas —, se pelos companheiros do galinheiro (um galo e meia dúzia de galinhas, provavelmente muito velhacas).
Nunca saberemos quem lhe fazia mal. Nem saberemos também se tinha deixado de pôr ovos por causa dos maus tratos, se era a incapacidade de pôr ovos que provocava os maus tratos — ambas as hipóteses eram más, mas esta última um verdadeiro filme de terror.
Ao sentir que a sua menina definhava de dia para dia, o dono decidiu trazê-la para esse reduto de boas energias que é o quintal traseiro do Planeta Tangerina.
E a Celeste aqui ficou. Foi imediatamente adotada pela Yara e pela Cristina, que passaram a mimá-la todas as manhãs com os restos do jantar e que, aproveitando o abrigo do tanque de cimento, lhe montaram uma verdadeira moradia. Da minha parte, recebeu aquilo que de melhor lhe consegui dar na altura: tolerância — essa palavra um pouco feia que faz lembrar grandes fretes e olhos revirados.
Aos poucos, a Celeste começou a melhorar. Nasceram-lhe penas novas, ganhou peso, parecia toda ela mais brilhante. Ao almoço, vinha bicar-nos as pernas por debaixo da mesa, morder-nos os dedos dentro das sandálias e atacar-nos os bolsos das calças de ganga. Tanto atrevimento só podia querer dizer felicidade.
As visitas comentavam: “esta vossa galinha, sim senhor, já parece outra”.
E é verdade, parecia outra.
Foi então que o milagre aconteceu: uma bela manhã, no ninho de tirinhas de papel feito pelas mãos da Cristina, encontrámos um ovo ainda quente. Para mim, podem não acreditar, aquele ovo foi uma revelação, uma coisa estúpida que me aconteceu. Não foi uma questão de começar a respeitar mais a galinha ou a considerá-la mais digna só por se ter tornado útil.
Foi simplesmente ter-me apercebido de que um animal que vive de quase nada, que come tudo e mais alguma coisa, que caminha sobre o seu próprio cocó, transforma o pouco que recebe numa coisa tão perfeita e extraordinária.
Fui para casa a pensar nisto.
E este livro, pode até nem parecer, resultou dessa espécie de deslumbramento que me aconteceu: fiquei como que grata à Celeste por ter sido assim deslumbrada.
Está contada a história.
Só falta dizer que o rapaz da primeira vida da Celeste é o Bernardo (agricultor e avicultor nos intervalos da ilustração) e que a Yara e a Cristina são as donas novas que lhe saíram na rifa, nesta segunda vida a que teve direito.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
3x
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A história da Celeste ou a minha história com as galinhas (1)
A não ser para despejar o caldeiro das cascas e para procurar ovos, não convivíamos grande coisa com as galinhas. Víamo-las tal como a minha avó: como um animal puramente funcional que punha ovos e ajudava a estrumar a terra. E esta parte do estrume, não fiquem chocados, era tão ou mais importante do que os ovos.
A minha outra avó (a que chamávamos Santos, mas que também se chamava Maria) também tinha galinhas. Viviam num galinheiro mais convencional, com rede a toda a volta, mais ar e mais sol. Neste caso, havia pelo menos mais um galo e, num patamar superior, muitas rolas que esvoaçavam apertadas. A minha avó Santos tinha com as galinhas uma relação já um pouco diferente: dirigia-lhes a palavra; e quando deixou de as poder tratar, sentiu bastante a sua falta. (Um pormenor curioso: no lugar do galinheiro da minha avó nasceu hoje uma cabine de sauna à moda ucraniana. As voltas que o mundo dá...)
A galinha Celeste (que inspirou o livro "Como é que uma galinha..."), fazendo das suas no quintal do Planeta Tangerina, numa sequência fotografada pela Carolina.
Amanhã conto aqui a sua história (uma história de sucesso).
terça-feira, 20 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Por lá, a vovó anda a contar muitas histórias...
Recebemos semana passada algumas Mantas com sotaque do Brasil. Obrigada Alaúde/Tordesilhinhas.
Por cá, temos uma Manta e muitas histórias na livraria Gatafunho: Aqui há... histórias!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
84
E foi assim o fim-de-semana no n.º 84 da rua da Picaria, Porto. Entre amigos (novos e os de longa data), chuva-sol-chuvisco-sol e muita animação.
De 10 de Setembro a 22 de Outubro, na Dama Aflita.
Mais fotos aqui e aqui.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Pós-graduação: Livro Infantil 4.ª edição
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Planeta Tangerina, Dama Aflita, Porto

A escritora do Planeta Tangerina (também conhecida por Isabel Minhós Martins) escreveu um texto sobre a exposição que reza assim:
3 ilustradores em cima de um icebergue
O trabalho de ilustração que vemos num livro é quase sempre a ponta de um icebergue de considerável tamanho. Submersas, ficam dezenas de imagens e experiências — uma espécie de rasto que o ilustrador deixa atrás de si à medida que vai trabalhando, escolhendo, amarrotando.
Nesta exposição é possível ver o trabalho de 3 ilustradores em torno de 3 livros diferentes (um já editado, outro a ser lançado, um outro que virá a público mais tarde). Na Dama Aflita veremos partes de todo o icebergue: esboços, caminhos abandonados, algumas ilustrações definitivas, mas também trabalhos novos que resultam de um mergulho às ideias da base.
Dama Aflita.
Novidades 2: duas estreias em setembro
De uma delas, já aqui falámos:

Alguns excertos do que tem dito a crítica:
(...) quando os autores são bons, os valores não se tornam panfletários e o resultado nunca se fecha num maniqueísmo simplista. Madalena Matoso rasga as fronteiras dos costumes e propõe, com a naturalidade que está associada ao Planeta, uma leitura diversificada do papel de cada indivíduo na sociedade.
Andreia Brites, blog O Bicho dos Livros
Um soberbo álbum gráfico que evita as armadilhas do livro “sobre temas problemáticos”. (...) Tirando partido da tradicional técnica do méli-melo e escolhendo prescindir do texto, a força deste álbum reside na sua força gráfica e na inteligência do seu propósito.
Sophie van der Liden, especialista em Literatura para a Infância
Um cheirinho do texto da contracapa:
A galinha tem fama de ser uma ave tonta e feia.
Também dizem que não voa e que não canta, que só esgravata e cacareja e faz cocó por todo o lado (e é verdade).
Mas a verdade, verdadinha é contada neste livro...
A natureza criou um animal assim insuspeito — feioso, desajeitado, obediente, meio pitosga... — para dentro dele fazer transportar um dos seus maiores tesouros.
Quando virem uma galinha, não se deixem enganar.
Tratem-na com o respeito que ela merece.
Novidades 1: o cenário que nos cerca (abraça e estrangula)
Summertime
Na altura esquecemo-nos de fazer um agradecimento aos vizinhos da Rua das Rosas que tiveram a amabilidade de não estacionar o carro na praceta durante as horas em que a festa decorreu, permitindo-nos assim fazer subir a maré com maior à vontade e dar às ondas toda a liberdade. Obrigado vizinhos.
Já aqui mostrámos algumas fotografias da festa, mas agora temos som e movimento (e saudades desta festa que foi tão diferente das anteriores, mas tão boa também).
O vídeo foi filmado e editado pelo Lucas porque o Bernardo desta vez é protagonista (reparem no estilo, de costas, a dominar o tempo e o espaço).
Summertime from Lucas Almeida on Vimeo.
E agora, que venha o Outono, o regresso às aulas e as novidades da rentrée.Daqui a nada anunciamos o que está para chegar.
Um pé dentro e outro fora
Mas às vezes não é fácil. Porque, após algumas semanas de férias, já demos tantas voltas que a cadeira onde todos os dias sentávamos o rabo nos soa estranha. E estranho é também o que temos para fazer, o ritmo que se impõe do lado de fora, a rotina.
Há mais ou menos um ano, li no Público um texto do Miguel Gaspar sobre as férias (e o fim das férias).
Gostei tanto que espetei no placard aqui ao meu lado até hoje.
"é preciso estar no mundo com um pé dentro e outro fora, para o conseguirmos viver e entender. No tempo em que paramos, o mundo torna-se um sinal de fora que chega distante. É o tempo em que reaprendemos a dançar e a conhecer; um passo primeiro e depois o outro."
Talvez este post seja um pouco despropositado.
Talvez seja porque ainda tenho um pé lá fora. Há que aproveitar.


